Olá, estou aqui para mais este post, simplesmente para criticar a posição neófita do senhor P C Siqueira quanto a questões religiosas, exposta em um recente vídeo. Nada contra ele, aqui exponho apenas um antagonismo de idéias.

Achei por bem fazer um vídeo sobre o assunto porque existe muito ignorância de um lado e de outro e como o trato dessas coisa está sendo exposto por um cara com poder de influência internetiana, nada como responder com as mesmas ferramentas. Não que eu seja o dono da verdade suprema, mas nesse quesito julgo estar mais bem treinado.

O assunto é religiosidade focada no tema aborto…

Neste caso posso começar dizendo que assim como o é o direito a vida é o direito a morte, porém eu na competência de um Estado, de um pai, de uma mãe ou de um intelectual não posso escolher pelo outro. Então não vejo alternativa em dizer: Deixe viver…

Obviamente o bebê não é parte do corpo da mãe.

Ora, se alguém sofre um dano cerebral irreversível você mata o indivíduo?

É importante sabermos que a intenção puritana religiosa nada tem a ver com a postura de se tomar partido contra uma lei que promulga direitos a indivíduos que a recebem como incentivo. Eu não sou moralista só porque reconheço afeto numa mãe que decide manter a gravidez. Aliás as mães quando apoiadas e incentivadas dificilmente provocariam tal ruptura.

Além disso existe inúmeras cituações entre os tais problemas congênitos, tornando cada caso diferente do outro. A constituição legislativa não pode lidar com isso.

Penso que o maior problema é que no momento que é dado o subsídio para o aborto, mais aparece a ponta do Iceberg, e pela liberdade individual condena-se a vida do mais fraco. Mas isso, só o tempo irá provar, não estou aqui, como já disse, para ser o dono da verdade e nem incitar minha moral, no que se refere a este assunto, contra os contrários…

Mas o fato é que a visão mecanicista do corpo invariavelmente nos leva a pensar a condição humana como que objetal e coisificada.

Eis aí um problema. Porém é bom deixar claro que também considero a demanda da mãe o que me faz refletir sobre o meu próprio ponto cego.

Não vim condenar as mães que decidem pelo aborto por um desamparo existencial, não vim julgar, mas penso que o trato dessas coisas não podem ser feitas de maneira temerária…

Vídeo:

Recentemente Ariovaldo Ramos, um dos líderes cristãos mais influentes de nosso país, pelo menos no que se refere aos líderes honestos, fez uma declaração um tanto inusitada em seu blog. Ele simplesmente disse que o Amor de Deus NÃO é Incondicional.

Quando ouvi isso achei por demais estranho e intuitivamente me posicionei contra essa tese. Aí então decidi fazer um áudio expressando a minha opinião, além de escreve-la. O vídeo está logo abaixo do texto.

Mas antes de continuar com esse meu artigo, gostaria de esclarecer que respeito muito o Ariovaldo, inclusive concordo com ele em vários aspectos, ainda mais quando o mesmo denuncia a famigerada teologia da prosperidade que apregoa a ostentação, glamour, e grana.

Também deixo claro que meu desejo em discutir o assunto nada tem haver com a vaidade do pseudointelectual que proclama a respeito do amor mas que na prática é um merda medroso e medíocre.

Achei que deveria falar sobre esse tema independente das intenções que outros me atribuam, pois nada me convenceria do contrário. Deus é que julga a todos nós.

Tendo declarado isso exponho aqui minhas idéias:

Bem, eu nunca tinha lidado com esse tipo de indagação dentro da esfera cristã. É certo que filósofos da psicologia e suspeita como Nietzsche, Freud e Schopenhauer já duvidavam da face desse suposto amor incondicional. É dito, por exemplo, que o amor materno é incondicional, mas uma análise fria a respeito do assunto nos faria perceber que em alguns casos esse amor excessivo, se é que podemos denominar assim, torna-se uma forma de chantagem emocional, essa é sem dúvida a linha tênue entre o que é saudável e o que é doentio nas relações dos muitos.

O Ariovaldo como cristão sincero que é, diante das escrituras que subtendem condições para o amor divino acaba por aferir que neste caso o Amor divino jamais poderia ser Incondicional, posto que o próprio termo realça a não necessidade de resposta do objeto amado. Neste caso Deus só amaria aqueles que respondessem ao seu amor inicial manifesto em Yeshua como é ensinado na cosmogonia Cristã.

Essa é ao meu ver uma interpretação perigosa, pois elimina o maior atributo da divindade manifesto no NT o qual diz: Deus é Amor.

Ora, o texto é assertivo quando diz: “Ele não tem… Ele é!”

Se Ele “é” ja não pode negar a si mesmo.  E se a natureza divina apenas dispusesse do amor como um mero atributo fora dele mesmo, poderíamos logo inferir a ideia de que o Eterno também pode manifestar ódio, vingança, tristeza, enfim, estaria sujeito a qualquer destes sentimentos como acontece com os seres humanos. Isso é o mesmo que extrapolar a ideia de antropormofismo, atribuindo a divindade arrependimento, angústia, dolo, ciúmes, etc.

Mas espere aí, não são as escrituras que fazem tal declaração?

Lá é dito que o divino se arrepende, faz vingança, sente ciúmes, etc, sendo assim como podemos ir contra a escritura?

Ora caro amigo, eu não estou indo contra a escritura, estou me opondo a ilusão e superficialidade que interpreta essas coisas apressadamente.

O Deus apresentado nas escrituras tem sim em muitos casos aspectos antropomórficos, porém esses elementos só existem para que possamos entender com facilidade sua autoridade e excelência. Essa é a didática bíblica que muitos crentes e descrentes distorcem para assim negar o verdadeiro Deus manifesto em Yeshua.

Não vim aqui negar a Lei, porque negar a Lei seria negar a condição do Eterno perante a humanidade, vim apenas dizer quem Ele NÃO é na medida da razão e da revelação Neo testamentária.

Ora Deus faz vingança? Sim, sem dúvida, mas a vingança está dentro do escopo do Amor.

Deus faz Juízo? Sim, mas o juízo está dentro do escopo do Amor.

Deus odeia? Sim mas seu ódio é para com a injustiça, também dentro do escopo do Amor, porque Deus não é justiça, vingança e juízo antes de ser Amor.

Ele é Amor, por isso tem ciência, justiça, juízo, etc. Mas seu atributo maior é a graça medida pela caridade divina.

Deus não é meramente justiça, Ele é Amor por isso faz justiça!

I Coríntios 13 elabora com objetividade e simplicidade esse aspecto. Havendo Amor, Fé e Esperança, o maior destes é o Amor, pois é isso que Deus é. Ele não tem virtudes, Ele é Amor, por isso as manifesta. Essa é sua natureza, quem não entende isso, não sabe nada a respeito de Deus e se de fato têm o Espírito do Eterno, deveria pedir sua sabedoria.

Não existe obsessão no amor de Deus, não existe opressão, não existe censura, existe apenas a verdade. Como Ele disse a Moisés: “Eu Sou o que Sou”.

Sua natureza é tão poderosa e inabalável que seria impossível para Deus negar a si mesmo.

A Igreja infelizmente ainda vê Deus nas categorias medievais. O eterno seria apenas um monarca demagogo que exige obediência sem sabedoria, apenas cabresto e domesticação.

Para filósofos como Nietzsche essa era a maior piada do cristianismo, tentar transformar o homem em algo melhor mediante rigidez e grilhões. Como o homem poderia evoluir ao grau de varão perfeito se vivia apenas como um animal domesticado que nega a própria natureza?

Porém em Yeshua Deus não age mediante regras fixas, mas sim mediante uma consciência fixa, fazendo de sua doutrina universal e não meramente local. Inserindo a natureza de Deus como compreensão ao espírito do homem.

Assim quem rejeita a Deus rejeita a vida, posto que a vida é a manifestação do Amor. Ora, rejeitar a vida é rejeitar aquilo que a manifesta. Ja foi dito pelo salmista:

“Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos.”

Tudo existe porque Ele existe, e se essas coisas existem por Ele é certo que foram feitas a semelhança de sua sabedoria, principalmente o homem que foi posto no palco da vida para contemplar o tudo, sendo a principal imagem de Deus, onde todo o resto torna-se coadjuvante, pelo menos no mundo que conhecemos.

Em suma quem rejeita o Eterno rejeita a si mesmo, porque antes de mim Ele ja era o Tudo.

Isso significa rejeitar os ares, os sabores, o refrigério, a bondade, as alegrias, os  sonhos. Significa negar a experiência do numinoso, abrindo espaço apenas a experiência do niilismo. E fazer isso é o mesmo que negar a existência e não aceitar TODA a realidade.

Ora, tudo isso é bonito, poético e alega a sujeição a realidade, mas será que Deus poderia dizer que ama alguém e ao mesmo tempo lança-lo num mar de fogo pra sofrer toda a eternidade?

Veja, eu não nego a experiência do niilismo, mas não é porque vejo a dor, injustiça e sofrimento que vou agora negar a experiência do numinoso.

Sei da dificuldade que o inferno impõe aos incrédulos para que creiam. Por isso vou ousar falar de minhas experiências sem contudo exigir que alguém acredite em mim por elas.

Certa vez tive um sonho onde estava agachado, encolhido, sozinho, sentia um vazio profundo, tudo era escuridão, só havia eu e o nada, tudo estava reduzido a mim mesmo, pois eu também era o nada, derrepente para minha surpresa ocorreu uma intervenção, alguém me disse ou eu pelo menos entendi sem que me dissessem:

“O inferno é a ausência de Deus”!!!

Obviamente este sonho não foi determinante para apregoar um dogma que negue o inferno de fogo atribuído ao cristianismo e algumas religiões pagãs.

No entanto, um dia estava lendo um livro, e pra minha surpresa o autor fazia a mesma declaração, dizendo que para expressar uma realidade espiritual terrível como o inferno só mesmo fazendo alusão ao fogo, a dor, aos vermes e o sofrimento eterno, eu não perderia a mim mesmo, mas perderia a Deus. A segunda morte seria muito mais a morte de Deus para mim do que eu para Ele.

Seria o suicídio Espiritual, o aniquilamento das forças vitais!!!

Não peço a você que acredite em mim, essa é uma visão que me pareceu convincente, aliás incluí alguns links abaixo que falam de experiencias muito mais extraordinárias que a minha e que corroboram com tal ideia.

Deus portanto é o Sentido, o inverso disso é o inferno. Dessa forma, sendo Deus o Sentido em Amor, conforme o evangelho, como é que Ele não teria o Ágape ou caridade  incondicional?

As boas novas advindas de Yeshua incluem justamente essa informação: Deus é Amor!

Mas será que Ele deixaria de amar aqueles que negaram o Sentido, cometendo o suicídio espiritual?

Óbviamente que não, aliás, é mais fácil acreditar no que digo quando entendemos a posição de Deus como o prêmio e a coroa da criação e não como o verdugo dos homens.

Ora, Poderia o amor de uma mãe ser maior do que o de Deus?

Certamente existem mães desnaturadas, porém se existir uma mãe que ame o filho independente de seus pecados e crimes, não teria ela um amor maior do que o divino?

Mas se Deus é amor como pode uma criatura ter maior amor que Ele?

Além disso, se o amor de Deus é condicionado, podemos concluir que ele acaba, porém se o tal acaba, como pode a natureza de Deus ser amor???

Isso não faz sentido.

Paul Washer, um pregador de multidões disse certa vez que Deus não odeia somente o pecado, mas odeia também os que permanecem nele, ou que morrem na perdição. E a grande pergunta que eu faço diante disso é a seguinte, pode Deus odiar como o homem odeia?

Ora, Ora, caros amigos, Deus não é como o Homem para que se arrependa e minta ou como o filho dos homens para que não cumpra suas promessas.

Claro que para  um ateu como Feuerbach,  filosofo este de convicções aterradoras  que em alguns aspectos foi inspiração para Marx, isso era bem diferente. Ele dizia que nós criamos Deus pelo desejo razoável do ideal de perfeição que possuímos na interação com um mundo imperfeito, cheio de mazelas e sofrimentos. Em nome desse ideal de justiça, criamos um ser todo poderoso, já um contra-senso em si mesmo, um que é onipotente, com sapiência eterna e juízo perfeito. Para o filósofo o Criador se inverte para o status de criatura, e como objeto de fetiche espiritual passa a ser ferramenta de manipulação, consolo ou qualquer coisa que quiséssemos fazer com Ele.

Será então que o Deus bíblico é o Deus do toma lá da cá? O Deus que usa o nome graça apenas como mecanismo de conversão, proselitismo e moral de rebanho?

Um Deus que domestica as pessoas como um homem faz com seus cães de caça?

Ora, se Deus segue apenas a regra da reciprocidade, em que Ele se difere do homem?

Aqui observamos apenas o Deus de Feuerbach, o Deus dos moralismos sociais e das utopias de mundos melhores.

Mas para mim o Deus verdadeiro não se separa da Vida e a Vida não se separa de Deus, posto que o Espírito Santo é a própria vida em seu estado mais puro.

O Universo só subsiste porque Deus nos vê, você e eu só existimos porque Ele nos vê. Essa é inclusive uma premissa de teorias relacionadas a física quântica, se referindo ao observador fora do espaço tempo…

Ok, isso é interessante mas existe ou não existe condições para se alcançar o tal céu,  morada celeste,  paraíso terrestre ou seja lá o que for?

As condições são pré determinadas pela natureza de Deus. Seu poder e sua força determinam as variações e flexões de leis em todas as variáveis possíveis, por isso mesmo acreditando que Deus tem amor incondicional  não podemos ser acusados de negar a torah divina. Assim pensava Yeshua.

Sendo portanto a imagem de Deus isso nos condiciona as recompensas mediante a graça manifesta em nós, mas não define quem Deus ama ou não ama, porquanto sua natureza inegável já determina tal coisa.

Obviamente o amor a muitos exige ação para impedir a impunidade. Se Deus amasse apenas um de nós, tudo seria muito simples, seria como o amor de um pai para com o único filho. No entanto penso que para Ele ocorre justamente o que aconteceu no final do filme Anjo Malvado, quando a mãe segura dois filhos no penhasco e tem de escolher apenas um, ja que não poderia suportar mais o peso dos dois, do contrário perderia a ambos, ainda mais quando vê que o justo estava perecendo primeiro. Com pesar no coração escolheu aquele que respondia com sinceridade ao seu amor materno, mas ao homicida só restou a morte no abismo. A mãe obviamente lamentou não poder salvar o outro indicando assim que amava os dois.

Veja a cena do filme como ilustração do drama cósmico:

Ora, se Deus me ama e ama aquele que faz mal a mim, por amor a mim Ele teria que fazer justiça, não só a mim mas aos muitos que podem sofrer na mão do malfeitor que já me detinha lesado. E em favor daqueles que são fracos em sua consciência não deve haver impunidade, salvo diante do arrependimento no pó da terra o qual Ele certamente não rejeitaria.

Se Deus amasse apenas o messias, posto que faz a sua vontade, não o teria enviado ao mundo para morrer. Mas se ele veio e separado de Deus (diga-se de passagem seu maior sofrimento) morreu com os pecados do mundo, então é claro que Deus nos amou sendo ainda pecadores. Esse amor nunca acaba, pelo menos é o que penso até o presente momento, mediante o fato do Eterno nos fazer como que um presente para Ele mesmo.

Esses dias estava vendo a série do Rei Davi na record, e me veio um insight, quando vi Davi feliz por que seu filho Absalão supostamente perdoaria o irmão Amnon pelo estupro de Tamar. David ficou irado pelo pecado de seu filho ainda mais porque isso refletia no sofrimento de sua filha, mas quando morre Amnon Davi desaba, pois mesmo diante do crime do filho, continuava amando-o. Além disso, posteriormente mesmo sabendo que Absalão matara o irmão e tramava contra seu reinado, Davi ainda assim também o amava, pois aquele era seu filho, nem a Lei poderia determinar a punição do filho se o Rei não desejasse, isso devido ao seu amor paterno, visto que contra estas coisas não há Lei, pelo contrário é a Lei que existe por elas. Quando morre Absalão, Davi pranteia novamente, pois se dependesse dele o juízo seria revogado para dar mais uma chance àquele que gerou. Ele sentiu em sua carne aquilo que Deus sentiu quando o próprio rei pecou traindo e entregando um soldado nas mãos do inimigo.

Ora, se Davi que era pecador pode agir com favor imerecido, Deus que é infinitamente maior que seu servo fará muito mais. E ninguém melhor do que Ele para saber identificar as proporções de graça a cada um conforme a sua medida.

Mas não foi Deus que preparou o inferno?

Sim, mas isso conforme a porção que somente Ele que conhece todas as variáveis e intenções pode definir.

Vídeo:

……………………..

Links que você pode acessar e assistir para aumentar sua percepção quanto ao tema, considero o documentário abaixo indispensável:

Experiências de quase morte, Relatos:

http://www.youtube.com/watch?v=9ElMRtWkSk8

http://www.youtube.com/watch?v=EPI-3fFj06c&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=P9af1SoShjQ&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=sgNUidrQFz0&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=FDd4S_8fXWs&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=tHxjFjr6kOA&feature=relmfu

Olá a todos, gostaria de postar mais um vídeo aqui em meu blog. Este áudio corresponde a um artigo que li no site mídia sem máscaras a respeito do cosmólogo e físico teórico Stephen Hawking, escrito pelo jornalista Matthew Cullinan Hoffman e  Traduzido por J. Severo

Há alguns anos o acadêmico lançou um livro onde supostamente evidenciava a inutilidade de Deus quanto a formação do Tempo espaço, ou seja, do Universo. 

Assim Deus não seria mais necessário para explicar a lacuna doENTE AUTO-CAUSADO

Aqui vocês perceberão a dificuldade que o cientista tem em lidar com algumas concepções filosóficas básicas como o significado mais agudo da palavra NADA, assim como concepções de causa e efeito.

Ouça com atenção, principalmente sobre o tema que envolve a física quântica e a teoria da Interpretação de Copenhagen (IC), as quais formulam reflexões interessantes sobre a necessidade do ente divino na evolução cósmica.

Vídeo:

Link da matéria: http://www.midiasemmascara.org/artigos/ciencia/11469-o-ateismo-da-pseudociencia-de-stephen-hawking.html

Esse foi um assunto que discuti com um amigo a respeito do conceito de Verdade Absoluta, deixo aqui nossas elaborações, espero que ajude você a também refletir sobre o tema:

Olá Marcos!!

Tudo bom? Espero que sim!

Sabe, eu ando, quero dizer, eu to sempre me pegando pensando em questões filosóficas.

Essa questão da “Verdade” tem me perturbado bastante.
E muitas vezes me sinto impotente sem saber a onde ir, e a quem recorrer!!

Eu lembrei de você porque eu tenho visto que você é uma pessoa de mente aberta o bastante para me compreender.
Veja bem, eu não falo de inteligência, mas sim de compreensão.

Sabe, uma noite dessas me peguei pensando algo que soaria absurdo para qualquer pessoa.
Eu fico até com um certo receio de expor, por saber que é um tanto chocante entende?
Mas antes de dizer, queria saber de você algo importante!
Você acredita que todo o caminho, ou forma de buscar encontrar a “Verdade” é válida?

Deixe eu reformular a pergunta pra ver se fica mais compreensível o ponto em que desejo chegar….

Você acredita que para conhecer o Bem, é importante conhecer o Mal?
Se sim, você saberia me dizer até que ponto ( e se há algum ponto em que ) se deve estar disposto conhecer o Mal, para conhecer o Bem em sua plenitude?

Ou será que se pode conhecer plenamente o Bem supremo, rejeitando totalmente o Mal?

Além disso, o que você acha que melhor se adapta a “Verdade”?
Conhecer apenas o bem, sendo em digamos, termos experimentais mesmo, completamente ignorantes acerca do Mal?

À mim pelo menos parece que a “Verdade” não pode ser ignorância de espécie alguma. Mas deve ser justamente o oposto da ignorância.
É necessário conhecer o Mal tão profundamente quanto o próprio Bem!

Ou não?

Desculpe, estou enviando essa mensagem pela segunda vez pois tive duvida se você recebeu da primeira vez…é que eu recebi no e-mail uma notificação de falha..

Obrigado pela atenção
e um forte abraço!

Albeni

Resposta:

E ae rapaz, beleza? Vi sua mensagem recentemente e quero lhe dar os parabéns por se dedicar a esse tipo de pensamento, a meu ver isso denota um espírito de honestidade, coisa essa que a grande massa principalmente no Brasil realmente não possui. As pessoas aprendem honestidade no seio familiar porém ser honesto, intelectualmente falando, é muitíssimo difícil, até para os mais dedicados.

Hoje estava voltando do trampo e me tomei de assalto com uma pergunta similar a sua:

“As pessoas realmente querem a verdade?”

“Será que eu a quero, ou posso de fato suportá-la?”

Cheguei a conclusão mais óbvia… Todos são alienados, porque para nossa condição natural é impossível reconhecer toda a Verdade.

Eu posso sim buscar uma verdade e tudo acerca de mim. Mas será que posso conhecer a verdade de uma criança sujeita a progéria? Ou de uma mulher pobre que pesa 200 quilos? Ou de um paraplégico que insiste em viver somente movendo o pescoço? Poderia eu conceber a verdade da viúva e do órfão? Do assassino ou do milionário?

Simplesmente não poderia! Isso é uma total impossibilidade para minha natureza.

Que conhecimento se aprende nos livros? Mas os próprios livros não sabem de todas as minhas contingências, assim como eu não sei da contingência de todas as pessoas.

Desse modo chego a conclusão mais simples. A empatia é um dos elementos mais importantes para pelo menos tentarmos discernir a realidade no que concerne ao arcabouço social.

O problema é que ser empático é estranho em nossa sociedade, é como o príncipe do livro – O Idiota – de Dostoiévski, um rapaz puro com apenas 27 anos que é epilético e possui as facetas de Dom Quixote, no que se refere as fantasias e as de Cristo no que se refere a dignidade intuitiva, visto pela sociedade como uma personalidade débil e fraca, porém carregando dentro de si uma inspiração profética semelhante a Davi, Isaías, Daniel ou Jeremias, como uma águia escondida num galinheiro e malquista pelas galinhas.

Enfim, teria muito a dizer sobre nossa incapacidade de descortinar o real que ao mesmo tempo nos atrai a honestidade ao ponto de alcançarmos o status do varão perfeito de Paulo ou mesmo o Spoudaios de Aristóteles, mas visando uma simplificação do conteúdo e uma melhor dissecação do tema proponho a vc que assista uma aula do Filosofo brasileiro Carvalho sobre esse aspecto da natureza da verdade, jogue no Youtube - {A Filosofia e seu Inverso}, se já tiver visto e se possível, fale-me das suas impressões…

Grande abraço

Resposta

Desculpe a demora, mas enfim…

As pessoas de fato sabem o que são e o que desejam, ou se enganam a si mesmas na fútil tentativa de justificar suas ações contrárias a sua própria natureza..

Vi o vídeo do Olavo de Carvalho, e concordo com ele.

As pessoas escondem-se atrás das racionalizações. Sei que ele falava primariamente dos pretensos filósofos!! Mas em meu entendimento acredito que ele considerava qualquer pessoa com essa aspiração em comum

O motivo disso me parece bastante simples. É mais cômodo, mais fácil, menos doloroso esconder-se de si mesmo atrás das racionalizações..
Suponho que isso seja assim, porque a própria sociedade com suas regras, nos faz acreditar que tudo o que seja diferente, que corra por fora de suas normas, de suas leis, de seus preceitos morais, seja Mau.
Mesmo aquilo que faça parte da natureza humana. Nesse aspecto, é como que dizer que a natureza do homem é abominável.

Enquanto o Olavo falava das racionalizações, me lembrei imediatamente dos Sofistas do tempo de Sócrates. Eles nunca deixaram de existir!!

Veja que sei que o Olavo não condenou a racionalização em si. Pelo contrário!! Ele condenou a atitude dos pretensos filósofos, que fazem da racionalização um instrumento de sua insanidade.

De fato, como você mesmo disse, é difícil encontrar alguém disposto a aceitar a verdade, a verdade de si mesmo. Tornar-se o Spoudaios. Mas não impossível!!
E mesmo que a aceite, ou seja, compreenda o seu próprio ser, como você mesmo disse, é muito difícil descobrir a verdade do outro.

A empatia que você citou, me soa como o Amor do Cristo. Porque de fato, é a mesma coisa.
O amor do Cristo, ou empatia, não deve ser entendido como o falso amor pregado, ou sentido pelos ditos cristão de hoje. Porque é isso que eu pelo menos tenho observado mais!! Talvez eu esteja enganado, não sei!!?

Acredito fortemente que nesse amor, ou empatia, deve residir um caráter de absoluta tolerância. E é justamente por observar a carência de tolerância no dito cristianismo de hoje, que eu não o considero mais como único caminho de salvação…

Observo essa característica muito mais desenvolvida no budismo por exemplo. Então logo me identifico, me interesso por isso. Não quero dizer que rejeito Jesus, em prol de Buda, mas busco entre eles uma unidade no pensamento..

Procuro analisar os filósofos, e pensadores das religiões da mesma maneira. Não quer dizer que eu encontrei a verdade do mundo.
Mas pelo menos, que busco a minha própria verdade.
Mas eu ainda estou muito longe de ser o Spoudaios entende?

Mas,.. voltando ao Olavo!
Ele traz uma preocupação que eu também compartilho. A de que a filosofia deve tornar a ser um instrumento de formação do ser humano. Não permanecer mais, sendo um mero instrumento na mão de intelectuais.

Entendo que a formação do ser humano integral é o profundo e mais autentico objetivo da filosofia. E concordo que esse objetivo foi a muito esquecido.
É por isso que por exemplo, considero mais a Sócrates do que a seus sucessores.

Eu me atreveria a afirmar que esse objetivo da filosofia, por sua própria natureza se emparelha com os objetivos da religião.. E o maior erro dos filósofos foi segregar uma coisa da outra..
A filosofia se tornou vazia, sem um sentido de ser
E se ainda me disser, que o objetivo da filosofia é formar o Spoudaios, replico: Para que um Spoudaios?

Tornar-se um Spoudaios é um objetivo final?

E a Religião cada vez mais carente de fiéis esclarecidos, e repleta de fiéis acéfalos, por assim dizer. O ápice da religião a meu ver então ficou no passado. Talvez quem sabe na escolástica.

Mas enfim,..ai já estou teorizando e é melhor parar por aqui não é!!? kkkk

bom, muito obrigado pela atenção
e me desculpe a extensão do texto

Albeni

 

 Resposta

Muito bom Albeni, vc realmente sabe o que fala, eu acredito que falta muito para que eu também alcance o Spoudaios de Aristóteles ou o Varão perfeito de Paulo ou a iluminação de Buda, a bem da verdade as relativizações humanas são de cunho paradoxal.

Como Paulo dizia: “O bem que compreendo fazer na mente não o faço na prática”.

Mas o mal que repudio acabo por consumar mesmo diante de um espírito pronto.

Sou um hipócrita? Seria se ocultasse ou ignorasse o mal que jaz em mim.

Essa contradição humana obviamente não é desculpa para justificação do nosso fracasso, mas pelo contrário, ela existe justamente para não nos justificar.

Nada me justifica perante o Eterno que é Perfeito e sendo Ele Altíssimo, como poderia alcançar a perfeição do Pai apregoada por Yeshua?

Ora não é o ideal de Yeshua segundo a verdade do Eterno?

No entanto ele como o Ungido, sabe que nós somos pó. E o paradoxo do Messias é justamente lidar com o ideal de Deus e o fracasso humano. Que bom que ele vive banhado com o óleo da alegria, posto que seu entusiasmo por nós não tem fim.

Sidarta viu o fracasso humano quando saindo de seu mundo ostensivo, enxergou o mundo real da dor e do sofrimento.

Iniciou-se então no caminho da teodicéia dentro do prisma Hindu, questionando a divindade suprema pelas mazelas humanas.

No entanto talvez não tenha se apercebido que não podendo conhecer a verdade do seu próximo em todos os aspectos, também jamais poderia conhecer a verdade do Eterno, impedindo-lhe portanto de imputar o mal à Divindade tentou negá-la. Buscou a iluminação descontente com seus contemporâneos e assim como nós iniciou-se na busca do saber embora aprisionado aos parâmetros de sua época. Deveras, na tentativa de transcende-los encontrou o caminho do meio.

Pra mim esse nirvana de Sidarta não é meramente algo místico antes de ser existencial e se é existencial faz parte da teodicéia porque o mundo de Sidarta era o mesmo mundo de Isaías, Moisés e Maomé.

A verdade não é o homem a não ser que o homem se esmiúce pela verdade.

Mas afinal o que é a verdade?

Quando Yeshua foi questionado a esse respeito ja estava prestes a ser crucificado, Ele não respondeu a pergunta emitida por Pilatos, somente o olhou, imagino eu, com profunda compaixão, posto que a Verdade Absoluta é inefável, tão inefável ao ponto de os tolos reprimirem seu intento em via do relativismo e niilismo. Mas o amor é forte como a morte e isso é existência, tanto o amor como a morte, assim questões relativas a existência não são tratadas no viés da moral, mas sim da imputação do Eterno, posto que somente Ele vê a si mesmo e nós o vemos no servo que escolheu.

Penso que o mundo não pode ser compreendido mediante o mérito, porque a mesma existência testemunha de maneira diferente, mas fato é que também tem o seu lugar aos olhos daquele que tudo vê, desde que nasça do âmago do espírito. Certamente Ele honraria aquilo que viesse de si mesmo. Tendo fé em esperança as vezes contra a esperança porque a única justificação para o homem diante do testemunho da história é de que sendo maus ainda sabemos dar coisas boas aos nossos filhos.

Assim tenho que concordar com Sócrates, porque só sabemos quando nada sabemos e encarando assim nossa miserabilidade estaremos mais perto de Deus.

Quem se ufana não pode conhecer a verdade o que torna mais estranho ainda a pergunta de Pilatos a Yeshua, uma vez que Roma era a glória do mundo. Ora, se sabemos quem somos sabemos que nada somos e quando nada somos nos tornamos tudo para Ele, do contrário não teria morrido por nós. Essa é a verdade que aprendi no livro que testemunha a vida de Jesus.

Caro amigo gostaria de, se possível, incluir seus comentários numa postagem em meu blog, caso possibilite isso me dê sua permissão, grande abraço.

Resposta:

Marcos, Deus não pode nem poderia esperar, exigir perfeição dos seres humanos, porque de fato isso seria incoerente com nossa imperfeição, a qual ele mesmo sancionou.

Mas como você bem disse, isso também não é justificativa para nossa apatia espiritual. O que é bem comum!!

É evidente que Paulo, mesmo tendo sido esclarecido da verdade de Deus, não se tornou perfeito. Prova são as afirmações dele próprio como a que citas-te.

Eu particularmente tomo o cuidado de não tomar nenhum homem, seja Paulo, seja Sidarta, seja Osho, ou mesmo o Apostolo Valdemiro Santiago, como santo, como um ser perfeito. Só considero como perfeitos o Pai, e o Filho.

A nossa perfeição, na concepção cristã, ou de qualquer religião, porquanto ainda mortais como somos, não pode ser algo estático, pronto e acabado. Mas a entendo como uma busca incessante, um cultivar ao longo de toda a vida, uma construção que não acaba enquanto não morrermos.
Acho interessante como essa concepção se harmoniza com as filosofias desde pensadores gregos como Sócrates até pensadores orientais como Lao-tsé, e certamente perpassam por muitos outros pensadores de todos os tempos chegando mesmo a tempos bem mais recentes com o místico Osho, e o atual Dalai Lama.

Nossa perfeição torna-se então, uma coisa relativa.
Poderia assim teorizar que o Spoudaios de Aristóteles poderia ser dividido em dois.

O Spoudaios aristotélico nascido do mundo das idéias, e o Spoudaios digamos, realista. Que se distinguiria pela busca e trabalho incessante de buscar, viver e morrer por uma verdade. Nesse caso a verdade adquiriria um caráter mais ideológico do que propriamente teológico, não é mesmo? Mas acredito que uma coisa não exclui a outra. Não necessariamente!

Assim, teorizaria que o Spoudaios mortal, apenas se tornaria o Spoudaios ideal, depois de morrer.

Mesmo um Buda, nesse contexto se ainda permanecesse nesse mundo, não poderia ser completo. Seria apenas o Spoudaios realista. O ultimo nível (por assim dizer) possível de ser alcançado nesse mundo.

Alcançar esse Spoudaios como bem disseste requer um esvaziamento interior. Um reconhecer a própria pequenez frente às coisas incompreendidas, desconhecidas. O que é impossível a quem se coloca acima de qualquer coisa. É isso que querias dizer, no exemplo dos romanos e Pilatos??

Isso me faz lembrar uma frase muito sábia que eu ouvi em um filme..por mais estranho que pareça!! No filme “Avatar”
Acredito que você já deve ter visto.

Quem disse foi a matriarca/mística do povo avatar:

- é difícil encher um copo que já está cheio.

Ou seja, no caso dos romanos, como eles poderiam se sujeitar aprender uma nova verdade, sabendo que ela poderia representar o fim de tudo o que eles acreditavam, e de tudo o que eles conquistaram.

Poderia aplicar aqui também a cena magnífica do filme “2012″, quando o Mestre Budista enche a xícara de chá até transbordar, para fazer o seu discípulo entender o quanto estava cego por suas tantas opiniões, que lhes impediam de enxergar a verdade.

No próprio filme da “Paixão de Cristo” a esposa de Pilatos faz uma sábia consideração sobre a verdade…

Valeu, obrigado pela atenção
e até
abraço

Talvez a verdade se resuma nas palavras de C S Lewis, quando ele diz que nossa existência é Agridoce…

 

Pois é… Eu vi e muita gente ja viu… Estou falando de um vídeo do senhor Macedo entrevistando o demônio. Isso ja é uma pratica bem antiga, mas a novidade fica por conta de uma denúncia via inferno trazida pelo “demônio” dedo duro da fofoca que habitava uma mulher ja há algum tempo.

O “espírito”, segundo o Bispo Macedo, obrigado a falar a verdade, denunciou o apóstolo Valdemiro e sua casta como hereges prostitutos.

Só salvou a esposa do referido que por sinal, segundo as palavras do demônio com sotaque regional, estaria inclinada a voltar para a santa madre igreja Universal do reino de Deus.

Bem esse não é o primeiro e certamente não será o último diabinho a “denunciar” a concorrência eminente, no contexto religioso, do Macedinho.

Coincidência ou não, essas denúncias parecem ter a intenção de frear o crescimento extraordinário da Igreja do rei do gado Valdemiro Santiago, igreja essa que tem práticas similares a sua Promotora a IURD, o que me causa estranheza, afinal se são quase iguais por que se acusam mutuamente?

É óbvio! Status Quo!

No entanto o que mais me deixou perplexo foi a ousadia do capetinha que falava na congregação, parecia ter uma intimidade tal com o exorcista que quase consegue um elogio do Bispo, o que não faltou na multidão de fiéis que o aplaudiu numa das cenas mais estranhas que ja vi numa igreja aqui do Brasil.

Será que o diabo estava se convertendo, considerando que Valdemiro era uma ameaça a posição de seu título?

Piadas a parte, nós cristãos estamos chocados com essa avacalhação da Igreja evangélica New Pentecostal e esperamos de fato com Fé em Deus que as pessoas amadureçam e enxerguem a loucura de alguns líderes desta nação tupiniquim.

Os tais estão expondo pessoas inocentes a uma espécie de guerra civil evangélica, onde o que conta em termos de espiritualidade é o partido que um ou outro escolhe…

Deixo vocês com um vídeo que fiz sobre o assunto. Ah… Não se esqueçam, orar por esses malucos não será uma perda de tempo, ainda não, façamos assim.

Muitos perguntam se assassinos podem de fato receber o perdão de Deus após a suposta conversão.

Ora, a graça de Deus age efetivamente na sinceridade humana. 

Um coração duro, ou mesmo aproveitador jamais verá a Deus. Fato é que a própria sinceridade advém da percepção da graça, por isso foi dito, onde abundou o pecado superabundou a graça de Deus, para que a salvação fosse em tudo atributo de Deus e não dos homens.

O desejo dos que foram lesados, mais do que a punição q também é legitima, deveria ser o arrependimento no mais profundo da alma do agressor. Ou seja, antes de punir o corpo, que o coração fosse quebrantado para a punição da própria consciência, antes mesmo do juízo das leis humanas.

E caso tal indivíduo não se arrependa sofrerá a punição do Eterno e não meramente dos homens. Por isso também foi dito: Dá de comer ao teu inimigo, se estiver com fome, com sede, enfim, pois fazendo assim amontoarás brasas de fogo em sua cabeça.

Já a alguns anos o assassino de Daniela Perez se converteu e está hoje frequentando a Igreja da Lagoinha. Uma conhecida da mãe da vítima que por acaso é psicóloga, decidiu inserir em seu livro: “Mentes perigosas” que menciona casos de psicopatas assassinos (Considerando que nem todo psicopata comete crimes hediondos) a história de Guilherme de Pádua. Na descrição ela tenta convencer o leitor de que tal criminoso é um psicopata perigosíssimo.

Para nós cristãos que conhecemos a graça de Deus, sabemos que de fato todos pecaram e portanto torna mais complexo um julgamento severo sobre criminosos mesmo da pior espécie. No entanto devemos fazer diferença de erros, crimes e pecados. Para Deus todo pecado é passível de nos retirar de sua presença e se não fosse o sacrifício de Yeshua estaríamos perdidos. Sendo assim, tanto a idolatria quanto o assassinato são abomináveis para o Eterno, tanto é que estão incluídos na tabua de pedra da Lei.

Nesse sentido não existe pecado maior ou menor.

O irmão de Jesus já dizia: Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.  (tiago 2: 10-11) 

Mas no que se refere ao erro obviamente existem graduações e consequências inevitáveis e é bem verdade que toda ação seja ela boa ou má gerará um efeito diverso.

Diante da moral vigente de nossa sociedade, em via da moral universal, matar um inocente É CRIME que por consequência condena o transgressor a morte. Na Torah segue-se a tradição das leis semitas: “Olho por olho e dente por dente”. Mas na relativização dos termos por intermédio dos direitos humanos propagados teoricamente na revolução francesa, o castigo será mediante um julgamento meritório conforme um tribunal secular que diante das leis cívicas condene os criminosos dentro de legislações previamente conhecidas, considerando os direitos de todos os indivíduos.

Assim sendo no que se refere aos homens, a punição não será aliviada, caso se reconheça o crime. Deus outorgou às potestades do Estado os desígnios de ordem social e ninguém poderá dizer: “eu não sabia”. 

Porém é óbvio que o Estado erra e o Estado também pode tornar-se criminoso, seja o poder executivo, legislativo ou judiciário. Por que existe tanta impunidade em nome da fé? Simplesmente por causa da mesma corrupção que corrói o indivíduo que comete homicídio.

No que se refere ao Eterno, Ele mesmo conhece a sinceridade dos corações e não desprezará um coração quebrado e contrito, pois esse, como já disse, deveria ser o castigo mais profundamente desejado das vítimas para com seu agressor, ou seja,  que seus inimigos se arrependam até o pó da alma, do contrário as brasas de fogo permanecem até o dia do juízo porquanto ver um criminoso arrogante e duro de coração é uma das coisas mais nojentas e patéticas, dignas de rejeição.

Por isso se faz necessário dizer que toda e qualquer justificativa de um assassino é por assim dizer insana, pra ele assim como para nós só resta a justiça pela fé. Dessa forma, conforme nosso exemplo, se Guilherme de Pádua já cumpriu sua pena e ainda hoje continua a se humilhar como deve ser até o fim de seus dias por causa do estigma de seu crime e da alma que ceifou, assim como o fez Paulo, certamente será justificado por Deus.

É bom que o assassino chore pela alma que ceifou muito mais do que a mãe que perdeu a filha. Posto que qualquer indiferença da parte deste será tida como suspeita grave.

Sei que esse é um tema obscuro, difícil, que envolve contradições éticas, porém penso ser justo desejar que os criminosos se vistam de sacos e lancem seu rosto nas cinzas, porque isso é a única coisa que lhes resta.

Além de ser justo enfatizar que nós que não temos dívidas para com a legislação de nosso país, saibamos andar em humildade diante de Deus, posto que também falhamos…

Pois é, todo mundo ja sabe sobre esse caso de polícia.

E por que nós sabemos?

Porque a maioria de nós assiste este programa. Quanto a mim posso falar com toda a liberdade visto que realmente não acompanho  os episódios ou sequer fico espiando no buraco da fechadura. No entanto logicamente vejo TV e por isso sei que devido a grande audiência global o tema não para de ser abordado. Toda essa palhaçada levou muitas pessoas a se interessarem pelo programa e mesmo não tendo assistido antes resolveram dar uma olhadela de leve.

O que alguns não sabem é que audiência  também se faz por meio de polêmica trágica, aliás essa é uma das mais importantes formas de se alcançar audiência como a maioria já conhece.

Obviamente não estou afirmando que o caso do estupro foi uma armação global. Não tenho provas pra fazer essa acusação. Porém tudo que se passa naquele lixo de programa obviamente  incitam tais atitudes. Um bando de gente, presos dentro de uma casa como animais enjaulados e a maioria jovem com os hormônios a flor da pele, com dinheiro em jogo e vários prêmios incríveis, ora é claro que isso confunde a cabeça dos indivíduos que sequer estão acostumados com o assédio midiático.

Isso me faz crer que a globo é culpada por esse disparate, embora acredite que devam ter algumas regras impostas aos participantes antes de entrarem na casa, o que de fato se vê ali dentro é um grande louvor ao besteirol, logo é claro que disso só poderia advir coisas ruins.

Começou bem e terminou na delegacia…

Pois é, e a pergunta que fica é a seguinte:

Por que as pessoas continuam assistindo BBB?

Mas isso seria o mesmo que perguntar o porquê da galinha entrar na Igreja. Afinal não existe compromisso em se assistir Big Brother, tudo não passa de uma espiadinha sacana. É assim que você acaba ficando ansioso pra ver o final patético de tudo aquilo, gerando mais audiência para o surto de idiotice.

Deixo aqui um vídeo que fiz ontem sobre esse tema, grande abraço…

Vídeo:

Documentário do History Channel:

Este documentário é um belo passeio pela história humana em busca do conhecimento acerca do Universo, embora obviamente não consiga capturar todos os meandros dos acontecimentos envolventes que acompanharam os gênios da humanidade, ainda assim sintetiza de forma simples e pratica a ação humana na busca pelo discernimento cosmológico.

É uma pena que aqui ainda perdure a velha concepção de rivalidade entre ciência e religiosidade ou metafísica.

Aliás, Lamaitre o primeiro físico a teorizar a respeito do Big Bang que inclusive era padre, foi sem dúvida uma provisão de sensatez no meio da ignorância partidária daqueles que no fundo se recentem da realidade, incluindo o próprio Einstein seu contemporâneo, que diante das evidencias da sua própria teoria a respeito da gravidade, preferiu continuar acreditando num universo estático que até o presente momento (considerando as reviravoltas no mundo da física) se mantém refutado e enterrado.

A história é muito mais complexo do que os rótulos que se fazem dela, por isso é imprescindível escapar da tendenciosidade de algumas pessoas que fomentadas pelo seu “gêniun pretenciosus” pecam contra a própria ciência. Infelizmente essa é uma disciplina a que todos nós devemos nos submeter já que faz parte de nossa constituição humana e para os físicos e cosmólogos independente de suas crenças  isso é mais do que obrigação.

Faz tempo eu sei, quando era moleque também adorava ouvir Raimundos, mas eu comecei a ir na Igreja primeiro que o Rodolfo, daí já metido nos assuntos de Deus, via tudo relacionado ao mundo dito secular com desdém e desinteresse.

Mesmo assim percebia que o Rodolfo estava mal. Cara isso era visível nos olhos dele. Até que recebi a notícia bombástica. Vocalista do Raimundos se converte ao evangelho e larga a banda. Putzzzzz!!!

Na época ja estava distante da tal raimundomania, embora achasse até bom, olhando de um ponto de vista um tanto agudo, que os jovens aproveitassem a irreverência da banda para se divertir, afinal diante do cenário músical entre os anos de 96 e 2000 se via pouca coisa a se apreciar na mídia.

Era pagode pra lá, axé pra cá, desculpe quem gosta mas eu achava tudo um lixo. Pelo menos Raimundos tinha antecedentes underground, tinha criatividade e ensinava a molecada a ser macho, pegar mulher no puteiro e a Madona parada no jardim.

Bom, depois de convertido ao cristianismo óbviamente via as coisas de maneira bem diferente e pra mim o Rodolfo se tornou um dos maiores exemplos aqui no Brasil de filho pródigo. Era o cara que voltando para a casa de seu pai, todo moído, desgraçado e doente, foi amparado com um cuidado surpreendente e uma grande celebração. Como quem se assusta por receber o amor mais puro e sincero daquele que tinha rejeitado.

Posteriormente acompanhei o Rodox e agora sua “carreira solo”, na verdade não podemos chamar de carreira musical midiatica já que ele e sua esposa preferem ser reconhecidos como missionários.

Embora os antigos fans metam o pau e chamem o cara de traíra por ter saído da banda tão derrepente, eu tenho que tirar meu chapéu pro Rodolfo.

Certa vez ele disse que não queria ser reconhecido como um maluco drogado que faz sucesso e por isso quis mudar e começar tudo do zero, bom isso é atitude de macho e merece todo nosso reconhecimento.

Não teremos mais mulher de fases, mas temos um cara curado, saudável e melhor… Para Deus!

Hoje suas músicas são vinculadas a fé que vive e é bom dizer isso, diante de um meio tão suspeito como o evangélico, encontrar gente que fala com tanto entusiasmo da fé na mídia, não meramente por ter aprendido, mas vivenciado e literalmente provado da graça de Deus é muito raro.

Mas aí Rodolfo só fica de olho nessa Bola de Neve hein, tem coisa aí que eu acho meio furado, mas nada que atrapalhe seu testemunho.

Bom pra que você entenda melhor isso deixo aqui o testemunho completo do Dvd que conta sua história, se possível assista até o final, vale apena.

Vídeo Completo tirado do seu DVD mais atual:

A globo resolveu investir num novo público, os evangélicos. Para muitos como eu, isso foi obviamente uma tática de marketing da emissora que anseia por manter seu status de primeirissima no Brasil. VocÊ pode me achar um chato por suspeitar disso, mas eu ja vi muitos depoimentos de quem ja trabalhou e se envolveu com o poder midiático para saber  quantas raposas curiosas existem por ali.

Audiência, audiência e audiência é o que eles querem em vista do lucro corporativo.

Outro problema é sem dúvida esses cantores inseridos de forma efetiva na indústria fonográfica. Até que ponto isso corrobora com a intenção inicial que tiveram quando resolveram pregar o evangelho? Também me preocupa os valores exorbitantes que rolam nesse meio onde quem mais lucra em nome de “Jesus”, são os marqueteiros da música. Mas isso é problema deles e de seus compadres né?! Se souberem lidar com os “valores iníquos” como disse Jesus, será muito bom, o problema é que a maioria desses cantores tem fortes tendências a tal teologia da prosperidade e isso é um tanto preocupante…

No entanto, devo admitir que me agradou muito a participação da Ana Paula, talvez por eu gostar das músicas dela, mas também por ter ouvido aquela pequena multidão dizendo:

“Deus amou o mundo de tal maneira que entregou seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer, não pereça mas tenha vida eterna…”

Outro ponto positivo foi a canção “Alto Preço”, uma das minhas preferidas ainda mais com a contribuição de todos os cantores, e mesmo tendo meu senso crítico aguçado neste quesito como não poderia de ser, fiquei agraciado pela música que pelo menos na letra fala da verdadeira mensagem do evangelho.

Só peço a esses cantores que não se esqueçam… O preço que foi pago por Yeshua não foi prata e ouro, mas suor, lágrimas, sangue e esvaziamento total da glória eterna à mais pura miserabilidade e infâmia para novamente ressurgir, agora com seu irmão reunidos.

Deus é bom e a sua misericórdia dura para sempre, espero que muitas pessoas tenham sido tocadas para que pelo menos prestem mais atenção a Deus e sua palavra, em vez de comprarem Cds apenas como “vítimas” do marketing agressivo e se tornarem escravas dizimistas de um modus operandi sistemático e legalista, visto que não fomos chamados ao proselitismo, mas ao evangelismo.

Uma coisa é a cultura do espetáculo, outra bem diferente é a arte que nasce da alma livre, sem rabo preso com ninguém, só com o próprio coração diante de Deus… E se foi assim que eles fizeram, então parabéns… Do contrário, fora com a teologia da prosperidade!!!

Vídeo 1:


Vídeo 2: