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Devemos orar pelas nossas autoridades? Paulo de Tarso é enfático, ele diz que sim. Devemos seguir sua corrupção? Jamais! Nem se um anjo do céu descesse e ensinasse tal coisa, deveríamos fazê-lo. Dito isto, gostaria de abordar este tema, tão intrincado, com base em conceitos bíblicos, já que estamos falando dos evangélicos, então, antes de lermos as famosas palavras de Paulo sobre a submissão a autoridade, vamos dar uma olhadela nas curiosas palavras do profeta Oséias:

“Eles estabeleceram reis, mas não da minha parte; constituíram príncipes, mas eu não o soube; da sua prata e do seu ouro fizeram ídolos para si, para serem destruídos”

Conforme relata a Bíblia de Estudos Vida, Almeida – revista e atualizada, o contexto desta história nos conta que Oséias casou-se com uma prostituta chamada Gômer, seguindo a palavra divina, em vista de uma representação simbólica da relação de Deus com seu povo: “Os israelitas do reino do norte deveriam apoiar líderes que obedecessem à lei, destruíssem os ídolos, cuidassem dos pobres, garantissem a justiça e buscassem a Yahweh. No caso do povo deste período, os golpes de estado e os assassinatos muitas vezes depunham os reis. Homens sedentos pelo poder, apoiados por seus soldados, concorriam pelo trono. A situação agravava-se porque os que governavam pela espada ficavam cada vez mais tomados de paranóia em relação a outros que detinham algum poder e menos conscientes das questões que diziam respeito a Deus.” Em suma, o povo escolhia líderes que não eram aprovados por Deus.

Essa, não é uma questão fácil de ser avaliada se evitarmos conceitos meramente dogmáticos. Romanos 13:1-7 assim descreve nossa relação com as autoridades constituídas:

“Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”

Percebemos aqui uma suposta discrepância entre o texto de Oséias e as recomendações do apóstolo Paulo. Ao que parece, Paulo impõe um caráter quase sacro as autoridades constituídas, pois se todas elas são escolhidas por Deus, então não é lícito desafiá-las, ou mesmo praguejar contra elas. Nas palavras dele: “…quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus”. Além disso a própria bíblia adverte o seguinte: “Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.” Prov.29:2.

Teria Paulo se esquecido da obviedade de que todo governante pode também se corromper e cometer crimes contra seu próprio povo? Será que ele chamaria Nero de ministro de Deus, para o bem dos menos favorecidos?

Certamente não podemos subestimar Paulo dessa maneira, aja vista q ele mesmo enfrentou governantes ferozes. Mas o fato é que o texto de Romanos é muito mais uma recomendação para o espírito do que para a submissão covarde diante do opressor. Ele enfaticamente diz que a autoridade é constituída por Deus, e não que o homem revestido dela, seja sempre o resultado de uma providência divina para o bem. Aqui podemos salientar a básica diferença entre a vontade permissiva e a vontade absoluta de Yahweh, e entre a autoridade constituída e aquele q a possui. Ora, o indivíduo que se torna líder é posto em autoridade, tornando-se também, um só com ela.

Assim sendo, o que Deus instituiu foi a ordem e a liderança e não aqueles que a corrompem.

Não devo honra a quem não merece honra, embora eu deva o temor a ordem constituída, pois do contrário estaria indo, segundo Paulo, contra o próprio Deus. Devo respeitar o líder na medida da autoridade que obteve, ou seja da ordem que é necessária a qualquer nação, mas não devo me curvar a sua corrupção, visto q a corrupção não é um elemento constituinte da ordem. No entanto, isso também não me dá o direito de fazer um levante que seja contra a constituição do meu próprio país, afim de agir com a desordem que usa a rebelião como desculpa para uma suposta justiça.

Isso é similar a confusão que muitos fazem em relação ao espírito manso de Jesus.  Dizem eles: “Se você acredita no cristianismo, invariavelmente deve ser um indivíduo de semblante sofrível e nunca responder contra a opressão, mas dar a face para o segundo tapa.” A estes eu perguntaria: Mas não é esse mesmo Jesus que esbravejou contra alguns judeus xingando-os de raça de víboras, de sepulcros caiados, hipócritas e assassinos? Este é o Jesus bonzinho, passivo, fraco e politicamente correto que os evangelhos retratam? Acho que não, na verdade é o que a maioria dos céticos gostariam que ele fosse, pois um Jesus que grita, discute, contesta, xinga e profetiza e se envolve com a sociedade é um grande incômodo. Obviamente, não quero colocar Cristo no mesmo contexto de um Jihadista ou revolucionário, ele de fato é contra a violência gratuita, mas não por covardia, polidez e hipocrisia e sim por DIGNIDADE. E dignidade é o que alguns desses cantores gospel não tiveram diante da presidenta q representa um dos partidos mais corruptos da história do Brasil. Partido este, que tem vínculos com narcotraficantes, que apoia governos assassinos e ditatoriais, que tem um plano de poder as raias de se concretizar, que manipula pessoas, órgãos e instituições em via de se manter no poder, e que comprovadamente já tem alguns de seus comparsas presos de forma justa.

Em suma, podemos resumir tudo isso nas palavras do próprio apóstolo: “…não somente pelo castigo, mas também pela consciência.” É aparentemente isso que faltou a essa gente, menos ingenuidade e mais consciência do que realmente está acontecendo no Brasil e no mundo, afinal consciência também é honestidade intelectual, também é ouvir sobre o assunto e escrutinar o tema que ainda não dominam, também é deixar de ser BURRO… Mas infelizmente, não se pode esperar isso de alguns líderes evangélicos, pois eles estão muito ocupados em serem puros e bonzinhos, se esquecendo de impor as qualidades inigualáveis de Jesus e seus profetas.

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É possível chegarmos a Deus através da razão? Sim, pela razão pura (uso este conceito de razão pura, sem qualquer vínculo com as ideias Kantianas, para mim a “razão pura” se detém no aspecto de perfeição analítica). Só que ninguém tem razão pura, isso é impossível de se alcançar em toda a sua plenitude. Então seria correto dizermos q ter fé é ser irracional, neste âmbito em particular?

Não, absolutamente, aja vista q é razoável crer em Deus, não pela razão pura, mas pela razão parcial onde o indivíduo experimenta o subjetivo mesclado ao objetivo na premissa dos antigos, ou seja, um conceito de realismo moderado. A isto chamaríamos de teologia natural, concepção suficiente para conceber a realidade de um Ente Divino que antecede a criação independente da crença que tenhamos.  Fé, portanto, é um estado de completude e inevitavelmente um sentido em todos os sentidos.

Afinal como vc interpreta o mundo? Pela sua percepção. Ms sua percepção pode mudar?

Sim. Isso indica q vc pode pensar de forma diferente, no decorrer de sua vida. Logo, acreditar na existência ou inexistência de Deus depende não apenas da razão, muito menos de uma prova científica,  mas da posição do indivíduo, de seu papel social, onde se inclua sua disposição mental, sua experiência e seu contexto de interesses. Novos estímulos podem de fato facilitar ou dificultar essa crença demonstrando que no final não é mera questão de escrutínio. Existe aqui um contexto ético além de experiências de valor nevrálgico. Há uma inter relação entre o drama da criatura, o peso da existência e a razão de dois mundos.

Deveras, o erro está em se fazer a dicotomia fé x razão. Existencialmente isso pode ocorrer em alguns casos muito pontuais, porém não implica em um confronto pleno e sim, novamente, parcial, visto que caso ter fé seja legítimo isso passa a ser razoável. No final o confronto incide entre a razão de 2 mundos contra a razão de 1 só, ou seja, transcendência x imanência. A razão não vincula-se somente a inteligência e o empirismo científico, envolve também empatia, moral, senso das proporções, prioridades, sabedoria, contingencia, etc.

A meu ver, se o Ap Paulo incide na ideia de um culto racional, não vejo como manter essa perspectiva d que a fé e a razão se excluem. Temos, que ressaltar, concordo, qual o conceito de fé e de razão q estamos usando aqui. Paulo diz culto racional, Pedro, se não me engano, refere-se a “razão da nossa fé”.

Isso implica em que a fé pode ser tida inicialmente como ato irracional, no sentido d sua significação – “fatos que se não veem” – no entanto, considerando o elemento supranatural da sentença, ela obviamente se torna razoável. Ou seja, se Deus existe a fé é um elemento desta razão. Partindo de um pressuposto materialista, teremos problemas para vincular os conceitos, no entanto dividi-los em pavimentos é favorecer uma postura agnóstica. Outro ponto, a realidade intrínseca de cada uma se revela no nível em q se apresenta, isso pode confundir, gerando uma exagerada dissociação das duas. Resumindo: são diferentes mas não se excluem gratuitamente, se assim for, será somente pela divisão do panorama visto que fazem parte de categorias distintas onde transcendência é um construto inevitável e imanencia uma potencia subsequente.

Existe outra indagação muito comum. Afinal a mente é subproduto do cérebro ou é independente do mesmo? O q é o homem diante do cosmos? Possui ele uma alma ou é apenas corpo?

Bem, inicialmente podemos concluir com base em Aristóteles que o homem é potência e ato, neste caso ele se define como sendo a potencialidade em ato de sua maturidade, esse é você no cosmo, ainda que não tenha alcançado o ato propriamente. Mas e as pessoas que sofreram lesões cerebrais e mudaram completamente sua personalidade? Ora, ainda que não tenha mais potencia e ato de si mesmo em normalidade, mantém-se diante de Deus o homem em sua plenitude, se não fosse assim a degeneração de seu cérebro na morte seria o fim. A própria degeneração do cérebro em vida aponta para a morte. Contudo, mesmo supondo não haver alma, isso não implica que Deus não exista. A premissa cristã propõe a ressurreição, aja vista a necessidade de um corpo incorruptível. Isso pressupõe que algo no homem é divino, promovendo um possível estado intermediário, mas se excluirmos este fator não necessariamente teríamos q negar a ressurreição onde a potencia será ato em plenitude. O livro da revelação diz: seu nome em uma pedra branca, ou seja, você como realmente é conhecido.

Uma pergunto ao Ceticismo Filosófico:

Pressupondo q conceitos lógicos podem ser formatados de maneira não análoga a realidade (e isso obviamente por um vácuo de elementos necessários ao próprio conceito que exprime o real) podemos asseverar q tal lógica pode ser sobreposta por outra mais eficiente mesmo sem a abrangência deste elemento? Onde está a equipolência para as 5 vias de Aquino???

Eis a síntese da idéia do religioso sobre teologia natural e prova da existência divina (fonte Brasil escola):

“1. Primeiro motor imóvel: esta primeira via supõe a existência do movimento no universo. Porém, um ser não move a si mesmo, só podendo, então, mover outro ou por outro ser movido. Assim, se retroagirmos ao infinito, não explicamos o movimento se não encontrarmos um primeiro motor que move todos os outros;

2. Primeira causa eficiente: a segunda via diz respeito ao efeito que este motor imóvel acarreta: a percepção da ordenação das coisas em causas e efeitos permite averiguar que não há efeito sem causa. Dessa forma, igualmente retrocedendo ao infinito, não poderíamos senão chegar a uma causa eficiente que dá início ao movimento das coisas;

3. Ser Necessário e os seres possíveis: a terceira via compara os seres que podem ser e não ser. A possibilidade destes seres implica que alguma vez este ser não foi e passou a ser e ainda vem a não ser novamente. Mas do nada, nada vem e, por isso, estes seres possíveis dependem de um ser necessário para fundamentar suas existências;

4. Graus de Perfeição: a quarta via trata dos graus de perfeição, em que comparações são constatadas a partir de um máximo (ótimo) que na verdade contém o verdadeiro ser (o mais ou menos só se diz em referência a um máximo);

5. Governo Supremo: a quinta via fala da questão da ordem e finalidade que a suprema inteligência governa todas as coisas (já que no mundo há ordem!), dispondo-as de forma organizada racionalmente, o que evidencia a intenção da existência de cada ser.”

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Marx não era apenas um indivíduo equivocado, ele foi um justiceiro em seu sentido vingativo. Sua vingança como se vê nas ervas daninhas que plantou era uma luta bizarra não contra a burguesia, mas contra a realidade. Essa disposição de herói subversivo foi herdado por Antônio Gramsci, aja vista o fato de se tornar um preso político, afirmando mais ainda suas premissas ideológicas. Aqui percebemos uma ânsia pela justiça que se resume no termo igualdade.

Será que todos somos iguais?

Iguais de que forma ou em que sentido?

Iguais perante a lei, ou também iguais perante a distribuição de renda?

Será que somos iguais na competência, nos talentos, nos estudos, nas vocações?

Ora, o que gera tais individualidades não é em parte mérito e parte inspiração?

Se for assim é impossível q todos sejamos iguais. Mas fato é que a própria natureza “conspira” por afirmar que os homens não são iguais de fato. A genética é um fator preponderante nessa abordagem, mas ainda existem outros, como o ambiente e a simples ação livre, ou seja, o poder volitivo, isso nada tem haver com opressão conveniente, afinal salientar diferenças não significa defender uma variação em detrimento da outra, ou mesmo gerar preconceitos.

Por isso Marx acreditava que para acabar com a meritocracia, neste ponto de vista, deveria acabar não apenas com as diferenças, mas com o sistema do que chamava de super estrutura. O radicalismo comunista tocava o burguês, mas também a família, a religião, a civilização. E se não fosse o fato de tal pretensão ser no mínimo um surto de autoritarismo messiânico, ele ainda conseguiu ludibriar pessoas boas. Essa é a tentação do justo —-> ser justíssimo. E do bom —-> ser boníssimo. E do sábio —-> ser sapientíssimo. O traço de gnose como nos alerta Eric Voegelin é evidente. Parafraseando sua palavras:

“Mais santos do que Deus, mais justos do que a justiça…”

É o estar acima do bem e do mal… Rebeldia?! Não somente. Rebelião?! Não um ato único. Revolta?! Apenas mais um sentimento desconexo. Revolução?! Sim, a reunião de todas as características anteriores, similar a artificialidade de uma mudança genética proposital. Como o doutor lagarto do Homem Aranha que só queria ter seu braço de volta, a mudança genético – social, com uma boa desculpa, cria um dragão, que curiosamente ama as cores: Vermelho – Sangue e Preto – Luto. E similarmente a Gnose por profundidade heraclitiana, gera a paixão religiosa contra a tradição, esta que destrói o senso das proporções e da realidade.

O cristianismo, lutou contra o gnosticismo primitivo por muito tempo, mas a gnose que é de fato algo a parte e portanto possui, inúmeras facetas, acabou por manifestar-se em ocasiões curiosas, seja no seio da Igreja, seja no próprio judaísmo, como até nos movimentos materialistas do século XVIII, XIX e XX. Se hoje ela não tem o poder de influência que um dia conquistou, podemos dizer que algumas particularidades, como o próprio sentimento místico-melancólico, ainda se mantém resguardado…

Assim quando Karl diz: “A religião é o ópio do Povo”. A igreja, que por graça divina não se vinculou de nenhum modo a essa disposição mental reprovável (salvo alguns asseclas), acaba por fazer coro ao seu acusador, visto que prefere se alienar do que encarar o dragão nos olhos… O cativeiro dela é seu próprio paraíso em detrimento às portas do que qualquer cristão chamaria de inferno.

A síntese não poderia ser mais simples do que essa: Se somos iguais, somos, neste aspecto, perante Deus, mas sem Deus tudo não passa de propaganda, onde o devir da imanência é um ciclo ininterrupto de construção e destruição. Num mundo assim, onde os homens são obrigados a mamar nas tetas do dragão, só um agente do caos pode, de fato, ser profeta…

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Quando o ataque a filosofia vira filosofia, ou seja, quando a busca da verdade vira mentira, surgem os mais rígidos e dispendiosos ideais de mundos melhores. Esse é justamente o senso de empatia perdido na fomentação grupal, aqui, quem possui uma alma livre, têm a solidão como o maior dos desejos.

A religião da revolução é mera subversão da canção de Renato Russo, como bem citou Felipe M Brasil:

“É preciso amar o amanhã, como se não houvesse pessoas”

Pois amar o próximo não é algo muito chique nas variadas rodas intelectuais da América Latina. Saiba disto, ter uma individualidade para criticar a individualidade é prática notória de quem nega o absoluto em via do próprio absoluto deste tal relativismo. Assim posto, fica claro que a autodestruição não é meramente Marxista, não se enganem, o espírito é outro e Dostoiévski o conhece bem: Não passa de um NIILISMO de ordem social, de um senso de suicídio latente sobreposto pela casca moral de um ser supostamente civilizado.

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Falo de empatia como quem diz: Jamais mataria um inocente por uma verdade, pois isso seria negar a própria verdade.

Mas para os niilistas no senso de revolução utópico-materialista o jogo ganha outros contornos. O sentimento de uma gnose irresistível os compele a lutar contra a realidade asseverando o quanto Deus e seu Messias são maléficos, essa já é a maior comprovação de uma baita embriaguez ideológica. Assim se forma o esquema das pluralidades, onde o ceticismo arbitrariamente muda de categoria visto que de estado temporal vira qualidade antidogmática e o sofisma ares de sabedoria sacralizando o todo pela substância. Nesse mundo, e veja bem, só neste mundo, pessoas minimamente normais como Nelson Rodrigues ou Fernando Pessoa são vistas como fascistas, em alguns casos, pasmem, comparados com psicopatas políticos no estilo de Hitler e Mussolini. Afinal fascismo é ditadura e arbitrariedade. No entanto tais características se dissolvem se inseridas no cupinzeiro ou formigueiro socialista como preferir.

Negue a idiossincrasia de cada indivíduo e pronto, estará livre para ser ditador, assassino, homicida, antidemocrático e em via da censura permitir que a esquerda caviar de outras nações, como o Brasil de Nelson Rodrigues, usufruam de todo o seu poder de hipocrisia na mais nefasta falta de senso empático q já se viu em toda a história, afinal de contas, 100 milhões de pessoas mortas por uma revolução que não deu certo é um preço justo pelo paraíso de um futuro que nunca vai chegar.

 

 

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Uma pré concepção não é necessariamente negativa, portanto se você elogia um gay, pelo mero fato de ser gay ou um negro, um branco ou um amarelo, pelo mero fato deste pertencer a tal etnia, vc também está agindo com preconceito. O elogio foi um dos elementos utilizados pela propaganda Nazi, pois o efeito inevitavelmente era a ofensa dada a exclusão de seu oposto.

Alguns poderiam questionar: “Mas se eu chamar alguém de belo, estaria por isso, sendo preconceituoso? Uma pessoa pode ser elogiada por sua beleza, mas qual o mérito da mesma ser bela? Uma pessoa pode receber os parabéns por fazer aniversário, mas qual o mérito em se fazer aniversário? Um indivíduo qualquer, pode ter orgulho de ser gay, mas qual o mérito de ser gay?”

Quanto a primeira pergunta eu diria Não, em absoluto. Porque a beleza é uma qualidade intrínseca a um indivíduo assim como a data de seu aniversário, enquanto a etnia é um elemento também intrínseco, no entanto vinculado a um determinado grupo. Eu poderia até formar uma reunião de pessoas belas, mas ela estaria composta de todos os tipos de etnias. O elogia da beleza parte da evidência de tal constatação, isso não se encaixa em meu diagnóstico. Já o elogio do preconceito, parte da conduta programada de forma polida e politicamente correta. Se eu tenho orgulho de pertencer a alguma coisa, isso deve relacionar-se ao mérito e não ao simples fato de ser.

A diferença é óbvia. Ser belo está além de ser branco ou negro, porque nem todos são belos, fazer aniversário é indiferente a qualquer etnia, porque todos fazem aniversário, ser gay se diferencia do ser negro ou amarelo, pois está localizado no comportamento do indivíduo ainda q em alguns casos possa ser inerente ao mesmo, ser negro não confere a qualquer pessoa grau de inteligência ou beleza, seja maior, seja menor.

Em suma, tais exemplos claramente fazem parte de categorias distintas, assim sendo, não posso atribuir orgulho a uma etnia embora eu possa atribuir a um comportamento, no entanto aqui teríamos q fazer outra diferenciação, visto q nem todo comportamento é passível de orgulho, no sentido de dignidade ou de orgulho no sentido de arrogância. Neste caso, o orgulho gay, que é comportamental, vincula-se a um ato superestimado e portanto, não é passível de dignidade, afinal qual a dignidade e honra q eu devo ao comportamento sexual de qualquer indivíduo? Isso é indiferente, desta forma concluo q o orgulho gay é apenas Lobby político o qual infelizmente, por pura ideologia leva ao âmago da Soberba, pois não se justifica diante do que acusa, a saber, o preconceito em sua dupla face. O fruto disso é mais do que óbvio, por lutarem contra o preconceito através do elogio, também manifestam o próprio preconceito através da ofensa.

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“Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”. (Stephen Henry Roberts)

Partindo do pressuposto que os deuses antropomórficos são iguais ao Um Deus q em Spinoza é a substancia da natureza, ou ao Deus Eterno q em Moisés é um ser pessoal q transcende a própria existência, poderia até concordar com ele. No entanto, o raciocínio do autor não considera o elemento fundamental q está resumido no pensamento de Leibniz:

“Por que tudo existe ao invés de nada?”

O Deus de Spinoza está em tudo. O Deus de Moisés é o Todo e ao mesmo tempo dá autonomia a sua criação. Em Spinoza o sagrado vincula-se a natureza, em Moisés Deus é o último nível do Sagrado, pois é o único Deus.

Quando o autor diz: “ambos somos ateus”, está usando um truque de retórica, pois eu poderia muito bem dizer: “todos somos Teístas, porém vc só acredita num Deus a menos do q eu.” Ele certamente responderia: “Mas no meu caso, não sobra restos de teologia, pois estou partindo do 0 e você do 1″. Entretanto, é óbvio q tanto o q parte do 0 quanto o q parte do 1 ou dos milhares, estaria simplesmente lançando alternativas q via de regra, não podem ser completamente confirmadas na atual conjuntura.

Seremos todos agnósticos então?

Não, a lógica tem suas limitações, porém ela nos autoriza a chegar em conclusões interessantes sobre o tema. Veja os pré-Socráticos e a busca pela Arché, que culmina no pensamento de Aristóteles a respeito do Motor imóvel (ato puro). Embora ele discorde da perspectiva do princípio em vista de um universo eterno, ainda confere validade ao mesmo motor. Ademais, o teísta tem um fator q o ateu não pode usufruir – A Fé – ele o ateu, não pode lançar mão da certeza sem provas e dizer: “Deus não existe”. Mas o indivíduo de fé, sim, pois ele concorda q a revelação também é um elemento contribuinte dos mais importantes, na interpretação da realidade.

Mas isso não abre um precedente fideísta? Ou seja, qualquer um pode dizer – tive uma revelação – sendo portanto contraditória às outras.

Sim, admito, mas em última instância, o estudo de religiões comparadas demonstra q elas possuem similaridades inesperadas, como a ética e a moderação da espiritualidade. Dentro das facções religiosas vê-se radicalismos e aferições q fomentam o indivíduo a violência. E embora eu seja totalmente avesso ao chamado sincretismo religioso, penso que uma religião pode acertar em um determinado ponto e errar em outro, onde outra tenha acertado. Agostinho e Aquino, foram brilhantes, mas a meu ver erraram em justificar o ascetismo voraz dessacralizando até o casamento. Buda era um homem comprometido com o raciocínio do berço de sua civilização, mas isso não elimina o fato dele formular uma ética a parte dos dogmas q, pelo menos, se aproximasse da universalidade da moral humana.

Claro, devo salientar, sendo Cristo o Salvador, pois assim se identifica, teríamos uma contradição direta, caso outro alegue a mesma coisa, porém o fato é q uma falsa revelação não elimina a verdadeira q deve ser avaliada por outros critérios, além da fé na mesma revelação, obviamente. A honestidade intelectual, portanto, não deve ser substituída pela fé na intenção do partidarismo, tão pouco o ceticismo e as proezas pessimistas. Portanto, com base na lógica fundamental, posso admitir na perspectiva ontológica a necessidade de Deus, sem lançar mão da fé, embora sua validade, enquanto tal, se mantenha indispensável.

 

 

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Assunto chato pra maioria de nós, mas certamente recheado de sabedoria milenar com base nos maus exemplos.

Vou me limitar a falar aqui apenas do perfil psicológico e da espiritualidade impostora das ideologias, já que abaixo deste texto deixo o vídeo que produzi quanto a polêmica:  “Adolf Hitler era de esquerda ou direita”???

Como veremos ficará mais do que claro que o Fürher era um socialista “genéticamente modificado” rsrsrsrsrsr.

Então vamos ao texto:

A religião de Hitler era de aparências, seu coração estava, até onde nos mostra as evidencias, nas teorias da sociedade Thule – secreta e ocultista. O Fürher era a verdadeira expressão do anticristo, uma cópia burlesca de Redentor, afinal o messias (Cristo) no sentido salvífico de rei sacerdote é aquele q carrega a culpa e justifica todas as ações humanas. Hitler era essa personificação, uma espécie de transvaloração do conceito cristão de “graça”, um inimigo da realidade.

“Destruam os judeus, ciganos, homossexuais, marxistas, testemunhas de Jeová, e todas os grupos inferiores que mancham a raça em sua perfeição”.

Vê-se portanto q o dote do psicopata é a sua castração de culpa em um puritanismo nonsense que abominava o uso de cigarros e bebidas alcoólicas.

Só alguém assim, pode encorajar a maioria histérica à prática das atrocidades no preâmbulo do gnosticismo.

Quando o demônio reina, todo mal é justificável em via de uma ideologia sobreposta em facetas dialéticas. Esse é o diabo na perspectiva da inveja e do desejo de ser como Deus e não meramente na antítese maniqueísta onde o tal equivale em poder à divindade (aqui não importa se é marxista, nazista ou até mesmo cristão, tudo é passível de corrupção, ainda mais as doutrinas q já começam com premissas suspeitas, tendo o homem como único agente de transformação). Dito isto, podemos asseverar q o fascista comemorava natal, permeava seu discurso de moralismos e acreditava plenamente no sagrado. Porém nem o fervor de sua paixão corrupta poderia fugir das conveniências do mundo político obviamente, rsrsrsrsrs.

A tentação aqui é a mais descarada e inesperada:

O tal lúcifer tenta o homem a ser santo, puro e 99% integro a ponto de dar a vida pela causa, resguardando é claro 1% do mais vil e imprestável intento. Eis o ponto em q termina a ideologia…

Nietzsche e o Nazismo:

A irmã de Nietzsche foi a grande intercessora entre o filósofo e o fascista, por ela ser antissemita e aparentemente se empolgar com o regime de espírito nacional (o orgulho da poderosa Família “nórdica”) já em decorrência da fama póstuma de seu irmão acabou por integrar um ao outro. Até onde li Nietzsche, não vi traços de antissemitismo, embora veja um orgulho q de fato transcende a idolatria eurocentrista já q amava a posição de hiperbóreo.

O filósofo como sabemos foi amigo de Wagner até sua decepção derradeira, afinal o musico se renderia ao cristianismo, este sim odiado por Nietzsche. Hitler por sua vez, amava a canção sentimental de Wagner e tornou-a um hino do 3° Reich.

No entanto no livro onde faz oposição ao seu “ex ídolo”, Nietzsche diz algo q confesso ainda não ter lido em sua obra original:

“Wagner condescendeu passo a passo para tudo o que eu desprezo – até para o anti-semitismo”.

A parte disso, Hitler que, por medíocre q era, desejava manter sempre uma postura de homem burguês, no sentido de elevação e alta cultura (mais um motivo para odiar o marxismo) acabou por encucar algumas concepções nietzschianas como a ideia de “Além do homem”, da vitória de Zaratustra sobre o niilismo passivo, da sobreposição dos valores dos fortes, etc,etc, etc.

Não vou culpar o filósofo totalmente por isso, ms uma coisa é certa, se Nietzsche vivesse para ver a queda do “terceiro reino’ e suas consequências certamente iria rever parte de sua filosofia.

Na segunda guerra mundial faltou-nos o discurso:

“Não baixe a sua cabeça perante a coragem covarde daqueles q entregam o corpo a morte por medo da verdade”

Assista o vídeo para complementar minha visão sobre este assunto:

Livro indicado:

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Referências:

http://www.youtube.com/watch?v=W3s0ifB5G9I

http://direitasja.com.br/2013/09/19/o-antimarxismo-de-hitler-prova-que-ele-era-de-direita-2/

http://www.ovelhasvoadoras.com.br/2013/05/afinal-hitler-era-de-direita-ou-de.html

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Cobertura espiritual!? Okay, relutei um pouco mas decidi avaliar essa questão com mais escrutínio. É dito nas igrejas neopentecostais que o indivíduo que deixa de frequentar uma determinada congregação, acaba por perder a “cobertura” ou proteção espiritual que teria através daquela instituição específica.

Inicialmente, percebemos que essa conversa vincula-se a uma linguagem muito peculiar que envolve o meio evangélico, o que torna seu entendimento extremamente estranho para pessoas que não tiveram essa relação religiosa.

Assim, para pessoas “laicas”, o conceito não faz o menor sentido, visto que as mesmas precisariam compreender outros pormenores que se adquire mais com a experiência do que propriamente com as informações sociológicas. Dito isto, e uma vez que obtive essas informações, tanto em tese quanto na prática, julgo-me capaz de dar meus pitacos teóricos.

Comecemos então com o meu método predileto – Perguntas:

Não é certo dizer que se temos uma cobertura espiritual, isso inevitavelmente seria um caminho de mão dupla?

E neste caso não é óbvio asseverar que se uma cobertura é boa por si mesma, ela também pode ser ruim por si mesma?

Sendo assim, se atribuímos a cobertura uma instituição e não a fé que a mesma segue, estamos na mão do suposto espírito dessa tal cobertura que logicamente só poderia vir da instituição. Neste caso não estaria eu admitindo seguir a subjetividade do grupo ao invés de uma fé objetiva?

Se admito isso sem problemas, teria que reconhecer inevitavelmente que eu posso estar errado, visto que o grupo pode estar errado. Ora se a concepção grupal alardeia infalibilidade, eles falam por Deus, porém nós sabemos que eles não são Deus, então… De onde vem essa certeza profunda?

Vamos agora admitir que você admita que não exista infalibilidade alguma no dogma particular, isso seria de fato um progresso. Tendo em vista esta percepção, é fácil concluirmos que a cobertura espiritual não pode advir de uma instituição e sim da fé objetiva que ela apregoa, essa sim vinculada ao livro que julgamos ser crível. Passemos agora para uma nova etapa.

Se compreendo que a cobertura vincula-se a fé a qual julgo objetiva, embora possa ainda assim estar errado,  estou pelo menos agindo de maneira coerente, portanto já não posso aceitar a tal proteção institucional, poderia no máximo admitir influência institucional o que é de fato legítimo, visto que todo grupo bem estruturado inevitavelmente exerce influência e “espírito”uns nos outros.

Este parece ser um ponto pacífico, sendo assim a cobertura só poderia ser exercida por Deus e não pelo ministério que alguns chamam de Igreja, isso considerando que a Igreja é uma só, embora dividida e pouco uniforme, propagandeando unidade apenas no círculo de amizades em termos políticos. Se isso é verdadeiro, e é o que aparenta a realidade social, não lhe parece tolo creditar maldição ou perigo para o indivíduo supostamente desviado?

Alguns poderiam dizer: “Mas isso ocorre porque ele não recebe nossas orações ou intercessões.”

Okay, se resumirmos tal idéia de cobertura no contexto de orações e intercessões, não estamos errados diante do ponto imutável de nossa fé. Para algumas pessoas pode ser errado, mas não incoerente. Porém, novamente isso nada tem a ver com a instituição religiosa em termos místicos.

Se acharmos que tal ovelha é perdida, por que não orar por ela, “cobrindo-a”, caso este termo seja mais adequado, mesmo que não se vincule ao quesito influencia interpessoal?

Sendo esta a proposta da fé cristã, ja não serve de manipulação para líderes ciumentos e sim uma atitude de solidariedade, tanto para o que se encontra na instituição, como para quem está fora dela.

E se o de fora sofrer algum tipo de flagelo na vida?

Ocasionalmente suporíamos uma ação castigadora do ente divino, porém quem poderia lidar com a interpretação de todas as variáveis para concluir com certeza perene essa máxima? Também não é possível que sofram os que estão sob a tal cobertura?

Diante disso só posso concluir que a cobertura espiritual existe primeiro em termos de relações humanas, o que pode sim gerar uma mentalidade mais disciplinada no quesito religioso e não necessariamente melhor.  E segundo, existe numa perspectiva universal, onde houver dois ou três orando a Deus ali ele estará, ou até mesmo quando apenas um faz preces por seu próximo. Essa é a premissa bíblica e o que passar disso deixou de lado a singeleza, porquanto, abre espaço para todo tipo de invencionice. Obviamente não sou contra a proposta de irmandade, família, interdependência, amizades, tudo isso é legitimo, seja na instituição ou fora dela, claro mediante a espontaneidade, porém nem mesmo isso justifica o artifício, visto que o próprio artifício por sua vez sempre procura justificar outro artifício…

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Ao utilizarmos o termo unilateral, podemos de fato usá-lo de uma maneira positiva, como em teologia (a relação unilateral de Deus para com o indivíduo), porém, no campo da análise filosófica, ser unilateral nos remete invariavelmente a um conjunto de ideias uniformes que não abrangem um contexto geral, ou mesmo o ignoram.

A própria qualidade individual e vocabular de algumas disciplinas, já dificulta em si mesma, a interpretação da realidade. Por isso, faz-se necessário uma visão holística, ou pelo menos a tentativa desta tal, em se elaborar conceitos e analisar problemas.

Quando um indivíduo se propõe a entender determinado assunto de forma sincera e objetiva, porém unilateralmente, ele incorre no erro que chamarei de CONSTRANGIMENTO PARTIDÁRIO, visto que por certa “honestidade” politicamente correta, o tal é constrangido a aceitar a variável do conceito, observado somente pela ótica particular da ciência que estuda. Um exemplo clássico disso, se encontra na filosofia da mente. O monismo materialista em via do fisicalismo e diante dos elementos que possui, com honestidade ao seu fragmento intelectual, acaba por concluir que a mente é subproduto da matéria, e, portanto, apenas um movimento periférico, uma mera aparência. No entanto, se no bojo de análise crítica, incluirmos ocorrências inicialmente não palatáveis à filosofia da mente, como: experiências supranaturais, conceitos míticos, evidências do miraculoso, fenômenos correlacionados, premonições, intuições diversas etc, não provaremos da mesma univocidade.

Até que ponto o monista resistiria a uma objeção holística que abrange novos conceitos e experiências contradizentes? Ora, essa honestidade inicial, acaba por garantir uma burrice obstinada posterior, uma vez que se fecha para novas concepções que, em outro contexto, o faria reavaliar suas prerrogativas.

Se a consciência é algo a parte do cérebro no sentido de não depender dele para sobreviver, então ela está num território surpreendentemente atemporal. Partindo do pressuposto deste dualismo de substancia, mediante a observação do fenômeno denominado QUALIA (se refere a qualidade, a natureza de um determinado elemento. São experiências que só podem ser vivenciadas em primeira pessoa, e jamais podem ser traduzidas de forma objetiva, por isso são tidas como inefáveis), logo podemos asseverar que existe aqui uma paradoxal discrepância de tempo e espaço, porém isso não infere negativamente em que o cérebro não tenha um armazenamento próprio, passível de desestruturação conforme lesões que acometem mapas cerebrais, lesões essas, muito bem catalogados em toda a história humana.

Neste caso, a mente age pelo cérebro (que também possui grande plasticidade, ou poder de mudar a “si” mesmo) no domínio do mesmo e o cérebro age pela mente no domínio dela mesma, ou seja, experiências EQMs teriam, portanto,  grande validade,  partindo do princípio de que os agentes que formam o ser psicossomático estão estruturados em ambientes paralelos.

Essa, confesso, considerando o nível de alcance de nossa ciência atual, não parece ser a interpretação mais simples, porém, ela, de certa forma, explicaria o fenomenismo de pessoas que morreram clinicamente e que eram cegas ou que não tiveram nenhuma expressão cerebral (comprovando total inatividade cognitiva em tomografias) e mesmo assim, vivenciaram a experiência de quase morte.

Logo, concluo que a validade da lesão cerebral que destrói um mapa específico de conexões neurais, privando o indivíduo da própria normalidade não entra em contradição com a mente que se expressa de maneira singular, conforme a significação da experiência dos Qualia. Indivíduos que tiveram derrame, por exemplo, se submetidos a treinamentos específicos, de técnicas neurológicas como a famosa premissa do “use ou perca”, conseguem formar novos caminhos cognitivos em áreas distintas, indicando que a premissa localizacionista estaria completamente errada, visto que os mecanismos de interação cérebro e corpo, não são fixos. Isso denota tanto a plasticidade cerebral na vida adulta, quanto o poder volitivo da pessoa que se submete a essa restauração.

Pretendo estudar melhor concepções como as de Leibniz e de David Chalmers, para ver até onde essas coisas se encaixam na análise dos atuais fenômenos, já desconsiderando as premissas de Descartes (fantasma na máquina) e Spinoza (monismo panteísta), que a meu ver extrapolam a possibilidade do real.  Expressões materialistas e fisicalistas, pelo menos inicialmente, devem ser vistas com certo ceticismo, visto que desconsideram fenômenos que são uma clara objeção as suas premissas.

Vídeo 1:

Veja a história de Vicky, uma mulher cega que teve uma experiência inusitada, e por favor considere que esta não é uma experiência forjada, como a própria projeciologia se propõe a fazer:

Vídeo 2:

Pam Reynolds é um caso extraordinário a meu ver, pois trata-se de morte clínica programada seguida de total inatividade cerebral, veja você mesmo no documentário abaixo:

malafaia-sbt-maria-gaby-gay-homo-13

Antes de mais nada, abaixo disponibilizei três vídeos para acalorar o debate:

Caros amigos esqueçam um pouco  Silas Malafaia e Jean willis, pelo amor de Deus, esses caras são 2 lados diferentes de uma mesma moeda. Não se avalia um debate destes pela insígnia partidária e não preciso nem dizer q preconceito e polidez também não rolam. A burrice nossa de cada dia é tão dantesca q só consigo embrulhar meu estômago com toda essa retórica e técnicas de persuasão facciosa.

Ninguém quer saber sua opinião se vc não sabe sequer avaliar o assunto em todos os aspectos q o envolvem, ou seja, a questão singular, puramente subjetiva e a questão genética, social e porque não metafísica. O Homossexualismo no viés ideológico é sim danoso, assim como foi danoso o racionalismo iluminista da velha revolução francesa, o positivismo lógico destas bestas técnicas do mecanicismo, o zelo radical islâmico da jihad, o socialismo messiânico dos mundos melhores, a ditadura militar direitista e claro o puritanismo cristão idealista e santarrão… Toda essa visão unilateral só serve para prorrogar a burrice.

Aliás, está rolando um vídeo na internet, de um aluno geneticista que contrapõe o senhor Malafaia, coisa esta não tão difícil considerando seu discurso da sopa de letrinhas bíblicas. Embora este estudante tenha claramente contornos materialistas em seu discurso que se por um lado é bom, visto que relativiza por necessidade a condenação moral do idealismo “santoperfeccionista”, por outro é irritante, contraditório e arrogante… Digo a respeito do discurso e não do autor do vídeo é óbvio.

Ora, ora meus amigos convenhamos, eu não preciso ser um gênio para concluir, por exemplo, q um cachorro tem sentimentos e um certo tipo de consciência que o valida como criatura e, portanto, torna-o valorizado. Assim também não precisamos, a não ser em caráter comprobatório, de testes empíricos que provem a ação de ordem fisiológica nos indivíduos homoafetivos… É fácil observar que este fenômeno advém de inúmeras intervenções na estrutura psíquica, existem questões de cunho ambiental, traumático, talvez genético, impressões herdadas ou adquiridas na tenra infância, escolhas morais, influências e desejo pelo proibido, etc. São variáveis que podem transformar e modificar comportamentos que muitas vezes estão sobrepostos e mesclados entre si.

Aqui a propaganda, introduzida mediante os elementos ficcionais da mídia em geral, é uma manipulação dos sentidos humanos, independente de favorecerem ou não o Homossexualismo, o que na verdade não passa da velha técnica do romantismo acadêmico.

Por isso a propaganda Gay é danosa! Ela se vincula a uma espécie de transvaloração cultural e isso não em defesa do ser humano sujeito aos preconceitos efetivamente criminosos, mas a política da anti-ofensa, do politicamente correto, onde toda vírgula pode ser interpretada de maneira ambígüa.

Isso é o moralismo do avesso. Lembram-se, quando disse que são dois lados de uma mesma moeda? Pois é isto. O gayzismo se transformou num moralismo que defende os fracos, onde seu grande perseguidor, pelo menos no Brasil e nos EUA, é ironicamente a Igreja cristã, seja católica ou evangélica. Por mais estranho que isso possa parecer estes são os imorais na visão da transvalorização imposta de maneira lenta e controversa. E claro, na tradição conservadora é o contrário.

Afirmo que a defesa partidária seja contra ou a favor do indivíduo homossexual (que diga-se de passagem se difere em inúmeros aspectos do orgulho dos agentes propagandistas) é ignorância, é burrice, é fermento de fariseus, é radicalismo imbecil!!!

Okay, mas e agora? Ficaremos aqui em cima do muro e pisando em ovos?

Nãããããao mesmo, a questão é avaliar a ambição política desses gays ridículos que querem definir a estrutura familiar conforme a sua sensualização. E também avaliar os religiosos cagadores de regras morais que querem incutir no mecanismo da repressão psíquica a idéia de que os tais irão queimar eternamente no fogo do inferno.

Em termos sociais o orgulho gay, em minha miserável opinião é patético, egoísta e precipitado. Porém eu não posso ignorar o conflito que tais pessoas enfrentam em suas vidas sexuais, agora isso não significa elevar um problema de cunho subjetivo ao nível social e quiçá metafísica para justificar suas práticas, isso seria o mesmo que cair na condenação de Paulo de Tarso em Romanos capítulo 1, que conforme a interpretação do reverendo Caio fábio, estaria a condenar os de livre índole perversa e não as mentes relativizadas e contraditórias que se negam a lutar por causas que nem mesmo entendem. A defesa do homossexual é a defesa do indivíduo a contraposição disto a luz da ciência atual e dos elementos sociais que possuímos só deve ser voltada aos grupos que demonstram intenções facciosas e não as pessoas que estão em constante conflito… Bem, è isso, não quero incorrer no erro da neutralidade superior, é claro q os dois lados tem aspectos positivos e essa é apenas uma tentativa de imparcialidade… Vejam este vídeo do Olavo, pra mim é até o momento o melhor a respeito deste tema:

Video 2:

Video 3: