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Marx não era apenas um indivíduo equivocado, ele foi um justiceiro em seu sentido vingativo. Sua vingança como se vê nas ervas daninhas que plantou era uma luta bizarra não contra a burguesia, mas contra a realidade. Essa disposição de herói subversivo foi herdado por Antônio Gramsci, aja vista o fato de se tornar um preso político, afirmando mais ainda suas premissas ideológicas. Aqui percebemos uma ânsia pela justiça que se resume no termo igualdade.

Será que todos somos iguais?

Iguais de que forma ou em que sentido?

Iguais perante a lei, ou também iguais perante a distribuição de renda?

Será que somos iguais na competência, nos talentos, nos estudos, nas vocações?

Ora, o que gera tais individualidades não é em parte mérito e parte inspiração?

Se for assim é impossível q todos sejamos iguais. Mas fato é que a própria natureza “conspira” por afirmar que os homens não são iguais de fato. A genética é um fator preponderante nessa abordagem, mas ainda existem outros, como o ambiente e a simples ação livre, ou seja, o poder volitivo, isso nada tem haver com opressão conveniente, afinal salientar diferenças não significa defender uma variação em detrimento da outra, ou mesmo gerar preconceitos.

Por isso Marx acreditava que para acabar com a meritocracia, neste ponto de vista, deveria acabar não apenas com as diferenças, mas com o sistema do que chamava de super estrutura. O radicalismo comunista tocava o burguês, mas também a família, a religião, a civilização. E se não fosse o fato de tal pretensão ser no mínimo um surto de autoritarismo messiânico, ele ainda conseguiu ludibriar pessoas boas. Essa é a tentação do justo —-> ser justíssimo. E do bom —-> ser boníssimo. E do sábio —-> ser sapientíssimo. O traço de gnose como nos alerta Eric Voegelin é evidente. Parafraseando sua palavras:

“Mais santos do que Deus, mais justos do que a justiça…”

É o estar acima do bem e do mal… Rebeldia?! Não somente. Rebelião?! Não um ato único. Revolta?! Apenas mais um sentimento desconexo. Revolução?! Sim, a reunião de todas as características anteriores, similar a artificialidade de uma mudança genética proposital. Como o doutor lagarto do Homem Aranha que só queria ter seu braço de volta, a mudança genético – social, com uma boa desculpa, cria um dragão, que curiosamente ama as cores: Vermelho – Sangue e Preto – Luto. E similarmente a Gnose por profundidade heraclitiana, gera a paixão religiosa contra a tradição, esta que destrói o senso das proporções e da realidade.

O cristianismo, lutou contra o gnosticismo primitivo por muito tempo, mas a gnose que é de fato algo a parte e portanto possui, inúmeras facetas, acabou por manifestar-se em ocasiões curiosas, seja no seio da Igreja, seja no próprio judaísmo, como até nos movimentos materialistas do século XVIII, XIX e XX. Se hoje ela não tem o poder de influência que um dia conquistou, podemos dizer que algumas particularidades, como o próprio sentimento místico-melancólico, ainda se mantém resguardado…

Assim quando Karl diz: “A religião é o ópio do Povo”. A igreja, que por graça divina não se vinculou de nenhum modo a essa disposição mental reprovável (salvo alguns asseclas), acaba por fazer coro ao seu acusador, visto que prefere se alienar do que encarar o dragão nos olhos… O cativeiro dela é seu próprio paraíso em detrimento às portas do que qualquer cristão chamaria de inferno.

A síntese não poderia ser mais simples do que essa: Se somos iguais, somos, neste aspecto, perante Deus, mas sem Deus tudo não passa de propaganda, onde o devir da imanência é um ciclo ininterrupto de construção e destruição. Num mundo assim, onde os homens são obrigados a mamar nas tetas do dragão, só um agente do caos pode, de fato, ser profeta…

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Quando o ataque a filosofia vira filosofia, ou seja, quando a busca da verdade vira mentira, surgem os mais rígidos e dispendiosos ideais de mundos melhores. Esse é justamente o senso de empatia perdido na fomentação grupal, aqui, quem possui uma alma livre, têm a solidão como o maior dos desejos.

A religião da revolução é mera subversão da canção de Renato Russo, como bem citou Felipe M Brasil:

“É preciso amar o amanhã, como se não houvesse pessoas”

Pois amar o próximo não é algo muito chique nas variadas rodas intelectuais da América Latina. Saiba disto, ter uma individualidade para criticar a individualidade é prática notória de quem nega o absoluto em via do próprio absoluto deste tal relativismo. Assim posto, fica claro que a autodestruição não é meramente Marxista, não se enganem, o espírito é outro e Dostoiévski o conhece bem: Não passa de um NIILISMO de ordem social, de um senso de suicídio latente sobreposto pela casca moral de um ser supostamente civilizado.

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Falo de empatia como quem diz: Jamais mataria um inocente por uma verdade, pois isso seria negar a própria verdade.

Mas para os niilistas no senso de revolução utópico-materialista o jogo ganha outros contornos. O sentimento de uma gnose irresistível os compele a lutar contra a realidade asseverando o quanto Deus e seu Messias são maléficos, essa já é a maior comprovação de uma baita embriaguez ideológica. Assim se forma o esquema das pluralidades, onde o ceticismo arbitrariamente muda de categoria visto que de estado temporal vira qualidade antidogmática e o sofisma ares de sabedoria sacralizando o todo pela substância. Nesse mundo, e veja bem, só neste mundo, pessoas minimamente normais como Nelson Rodrigues ou Fernando Pessoa são vistas como fascistas, em alguns casos, pasmem, comparados com psicopatas políticos no estilo de Hitler e Mussolini. Afinal fascismo é ditadura e arbitrariedade. No entanto tais características se dissolvem se inseridas no cupinzeiro ou formigueiro socialista como preferir.

Negue a idiossincrasia de cada indivíduo e pronto, estará livre para ser ditador, assassino, homicida, antidemocrático e em via da censura permitir que a esquerda caviar de outras nações, como o Brasil de Nelson Rodrigues, usufruam de todo o seu poder de hipocrisia na mais nefasta falta de senso empático q já se viu em toda a história, afinal de contas, 100 milhões de pessoas mortas por uma revolução que não deu certo é um preço justo pelo paraíso de um futuro que nunca vai chegar.

 

 

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Uma pré concepção não é necessariamente negativa, portanto se você elogia um gay, pelo mero fato de ser gay ou um negro, um branco ou um amarelo, pelo mero fato deste pertencer a tal etnia, vc também está agindo com preconceito. O elogio foi um dos elementos utilizados pela propaganda Nazi, pois o efeito inevitavelmente era a ofensa dada a exclusão de seu oposto.

Alguns poderiam questionar: “Mas se eu chamar alguém de belo, estaria por isso, sendo preconceituoso? Uma pessoa pode ser elogiada por sua beleza, mas qual o mérito da mesma ser bela? Uma pessoa pode receber os parabéns por fazer aniversário, mas qual o mérito em se fazer aniversário? Um indivíduo qualquer, pode ter orgulho de ser gay, mas qual o mérito de ser gay?”

Quanto a primeira pergunta eu diria Não, em absoluto. Porque a beleza é uma qualidade intrínseca a um indivíduo assim como a data de seu aniversário, enquanto a etnia é um elemento também intrínseco, no entanto vinculado a um determinado grupo. Eu poderia até formar uma reunião de pessoas belas, mas ela estaria composta de todos os tipos de etnias. O elogia da beleza parte da evidência de tal constatação, isso não se encaixa em meu diagnóstico. Já o elogio do preconceito, parte da conduta programada de forma polida e politicamente correta. Se eu tenho orgulho de pertencer a alguma coisa, isso deve relacionar-se ao mérito e não ao simples fato de ser.

A diferença é óbvia. Ser belo está além de ser branco ou negro, porque nem todos são belos, fazer aniversário é indiferente a qualquer etnia, porque todos fazem aniversário, ser gay se diferencia do ser negro ou amarelo, pois está localizado no comportamento do indivíduo ainda q em alguns casos possa ser inerente ao mesmo, ser negro não confere a qualquer pessoa grau de inteligência ou beleza, seja maior, seja menor.

Em suma, tais exemplos claramente fazem parte de categorias distintas, assim sendo, não posso atribuir orgulho a uma etnia embora eu possa atribuir a um comportamento, no entanto aqui teríamos q fazer outra diferenciação, visto q nem todo comportamento é passível de orgulho, no sentido de dignidade ou de orgulho no sentido de arrogância. Neste caso, o orgulho gay, que é comportamental, vincula-se a um ato superestimado e portanto, não é passível de dignidade, afinal qual a dignidade e honra q eu devo ao comportamento sexual de qualquer indivíduo? Isso é indiferente, desta forma concluo q o orgulho gay é apenas Lobby político o qual infelizmente, por pura ideologia leva ao âmago da Soberba, pois não se justifica diante do que acusa, a saber, o preconceito em sua dupla face. O fruto disso é mais do que óbvio, por lutarem contra o preconceito através do elogio, também manifestam o próprio preconceito através da ofensa.

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“Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”. (Stephen Henry Roberts)

Partindo do pressuposto que os deuses antropomórficos são iguais ao Um Deus q em Spinoza é a substancia da natureza ou ao Deus Eterno q em Moisés é um ser pessoal q transcende a própria existência, poderia até concordar com ele. No entanto, o raciocínio do autor não considera o elemento fundamental q está resumido no pensamento de Leibniz: “Por que tudo existe ao invés de nada?” O Deus de Spinoza está em tudo. O Deus de Moisés é o Todo e ao mesmo tempo dá autonomia a sua criação. Em Spinoza o sagrado vincula-se a natureza, em Moisés Só Deus é o sagrado, pois é o único Deus.

Quando ele diz ambos somos ateus, está usando um truque de retórica, pois eu poderia muito bem dizer: “todos somos Teístas, porém vc só acredita num Deus a menos do q eu.” Ele certamente responderia: “Mas no meu caso, não sobra restos de teologia, pois estou partindo do 0 e você do 1″. Porém, é óbvio q tanto o q parte do 0 quanto o q parte do 1 ou dos milhares, estaria simplesmente lançando alternativas q via de regra, não podem ser completamente confirmadas na atual conjuntura.

Seremos todos agnósticos então?

Não, a lógica tem suas limitações, porém ela nos autoriza a chegarmos a conclusões interessantes sobre o tema. Veja os pré-Socráticos e a busca pela Arché que culmina no pensamento de Aristóteles a respeito do Motor imóvel (ato puro). Embora ele discorde da perspectiva do princípio em vista de um universo eterno, ainda confere validade ao mesmo motor.  Ademais, o teísta tem um fator q o ateu não pode usufruir – A Fé – ele o ateu não pode lançar mão da certeza sem provas e dizer: Deus não existe. Mas o indivíduo de fé sim, pois ele concorda q a revelação também é um elemento contribuinte dos mais importantes na interpretação da realidade.

Mas isso não abre um precedente? Ou seja, qualquer um pode dizer – tive uma revelação – sendo portanto contraditória às outras.

Sim, admito, mas em última instância, o estudo de religiões comparadas demonstra q elas possuem similaridades inesperadas, como a ética e a moderação da espiritualidade. Dentro das facções religiosas vê-se radicalismos e aferições q fomentam o indivíduo a violência. E embora eu seja totalmente avesso ao chamado sincretismo religioso, penso que uma religião pode acertar em um determinado ponto e errar em outro, onde outra tenha acertado. Agostinho e Aquino, foram brilhantes, mas a meu ver erraram em justificar o ascetismo voraz dessacralizando até o casamento. Buda era um homem comprometido com o raciocínio do berço de sua civilização, mas isso não elimina o fato dele formular uma ética a parte dos dogmas q pelo menos se aproximasse da universalidade da moral humana.

Claro, devo salientar, sendo Cristo o Salvador, pois assim se identifica, teremos uma contradição direta, caso outro alegue a mesma coisa, porém o fato é q uma falsa revelação não elimina a verdadeira q deve ser avaliada por outros critérios além da fé na mesma revelação obviamente. A honestidade, portanto, não deve ser substituída pela fé na intenção do partidarismo, tão pouco o ceticismo e as proezas pessimistas.

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Assunto chato pra maioria de nós, mas certamente recheado de sabedoria milenar com base nos maus exemplos.

Vou me limitar a falar aqui apenas do perfil psicológico e da espiritualidade impostora das ideologias, já que abaixo deste texto deixo o vídeo que produzi quanto a polêmica:  “Adolf Hitler era de esquerda ou direita”???

Como veremos ficará mais do que claro que o Fürher era um socialista “genéticamente modificado” rsrsrsrsrsr.

Então vamos ao texto:

A religião de Hitler era de aparências, seu coração estava, até onde nos mostra as evidencias, nas teorias da sociedade Thule – secreta e ocultista. O Fürher era a verdadeira expressão do anticristo, uma cópia burlesca de Redentor, afinal o messias (Cristo) no sentido salvífico de rei sacerdote é aquele q carrega a culpa e justifica todas as ações humanas. Hitler era essa personificação, uma espécie de transvaloração do conceito cristão de “graça”, um inimigo da realidade.

“Destruam os judeus, ciganos, homossexuais, marxistas, testemunhas de Jeová, e todas os grupos inferiores que mancham a raça em sua perfeição”.

Vê-se portanto q o dote do psicopata é a sua castração de culpa em um puritanismo nonsense que abominava o uso de cigarros e bebidas alcoólicas.

Só alguém assim, pode encorajar a maioria histérica à prática das atrocidades no preâmbulo do gnosticismo.

Quando o demônio reina, todo mal é justificável em via de uma ideologia sobreposta em facetas dialéticas. Esse é o diabo na perspectiva da inveja e do desejo de ser como Deus e não meramente na antítese maniqueísta onde o tal equivale em poder à divindade (aqui não importa se é marxista, nazista ou até mesmo cristão, tudo é passível de corrupção, ainda mais as doutrinas q já começam com premissas suspeitas, tendo o homem como único agente de transformação). Dito isto, podemos asseverar q o fascista comemorava natal, permeava seu discurso de moralismos e acreditava plenamente no sagrado. Porém nem o fervor de sua paixão corrupta poderia fugir das conveniências do mundo político obviamente, rsrsrsrsrs.

A tentação aqui é a mais descarada e inesperada:

O tal lúcifer tenta o homem a ser santo, puro e 99% integro a ponto de dar a vida pela causa, resguardando é claro 1% do mais vil e imprestável intento. Eis o ponto em q termina a ideologia…

Nietzsche e o Nazismo:

A irmã de Nietzsche foi a grande intercessora entre o filósofo e o fascista, por ela ser antissemita e aparentemente se empolgar com o regime de espírito nacional (o orgulho da poderosa Família “nórdica”) já em decorrência da fama póstuma de seu irmão acabou por integrar um ao outro. Até onde li Nietzsche, não vi traços de antissemitismo, embora veja um orgulho q de fato transcende a idolatria eurocentrista já q amava a posição de hiperbóreo.

O filósofo como sabemos foi amigo de Wagner até sua decepção derradeira, afinal o musico se renderia ao cristianismo, este sim odiado por Nietzsche. Hitler por sua vez, amava a canção sentimental de Wagner e tornou-a um hino do 3° Reich.

No entanto no livro onde faz oposição ao seu “ex ídolo”, Nietzsche diz algo q confesso ainda não ter lido em sua obra original:

“Wagner condescendeu passo a passo para tudo o que eu desprezo – até para o anti-semitismo”.

A parte disso, Hitler que, por medíocre q era, desejava manter sempre uma postura de homem burguês, no sentido de elevação e alta cultura (mais um motivo para odiar o marxismo) acabou por encucar algumas concepções nietzschianas como a ideia de “Além do homem”, da vitória de Zaratustra sobre o niilismo passivo, da sobreposição dos valores dos fortes, etc,etc, etc.

Não vou culpar o filósofo totalmente por isso, ms uma coisa é certa, se Nietzsche vivesse para ver a queda do “terceiro reino’ e suas consequências certamente iria rever parte de sua filosofia.

Na segunda guerra mundial faltou-nos o discurso:

“Não baixe a sua cabeça perante a coragem covarde daqueles q entregam o corpo a morte por medo da verdade”

Assista o vídeo para complementar minha visão sobre este assunto:

Livro indicado:

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Referências:

http://www.youtube.com/watch?v=W3s0ifB5G9I

http://direitasja.com.br/2013/09/19/o-antimarxismo-de-hitler-prova-que-ele-era-de-direita-2/

http://www.ovelhasvoadoras.com.br/2013/05/afinal-hitler-era-de-direita-ou-de.html

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Cobertura espiritual!? Okay, relutei um pouco mas decidi avaliar essa questão com mais escrutínio. É dito nas igrejas neopentecostais que o indivíduo que deixa de frequentar uma determinada congregação, acaba por perder a “cobertura” ou proteção espiritual que teria através daquela instituição específica.

Inicialmente, percebemos que essa conversa vincula-se a uma linguagem muito peculiar que envolve o meio evangélico, o que torna seu entendimento extremamente estranho para pessoas que não tiveram essa relação religiosa.

Assim, para pessoas “laicas”, o conceito não faz o menor sentido, visto que as mesmas precisariam compreender outros pormenores que se adquire mais com a experiência do que propriamente com as informações sociológicas. Dito isto, e uma vez que obtive essas informações, tanto em tese quanto na prática, julgo-me capaz de dar meus pitacos teóricos.

Comecemos então com o meu método predileto – Perguntas:

Não é certo dizer que se temos uma cobertura espiritual, isso inevitavelmente seria um caminho de mão dupla?

E neste caso não é óbvio asseverar que se uma cobertura é boa por si mesma, ela também pode ser ruim por si mesma?

Sendo assim, se atribuímos a cobertura uma instituição e não a fé que a mesma segue, estamos na mão do suposto espírito dessa tal cobertura que logicamente só poderia vir da instituição. Neste caso não estaria eu admitindo seguir a subjetividade do grupo ao invés de uma fé objetiva?

Se admito isso sem problemas, teria que reconhecer inevitavelmente que eu posso estar errado, visto que o grupo pode estar errado. Ora se a concepção grupal alardeia infalibilidade, eles falam por Deus, porém nós sabemos que eles não são Deus, então… De onde vem essa certeza profunda?

Vamos agora admitir que você admita que não exista infalibilidade alguma no dogma particular, isso seria de fato um progresso. Tendo em vista esta percepção, é fácil concluirmos que a cobertura espiritual não pode advir de uma instituição e sim da fé objetiva que ela apregoa, essa sim vinculada ao livro que julgamos ser crível. Passemos agora para uma nova etapa.

Se compreendo que a cobertura vincula-se a fé a qual julgo objetiva, embora possa ainda assim estar errado,  estou pelo menos agindo de maneira coerente, portanto já não posso aceitar a tal proteção institucional, poderia no máximo admitir influência institucional o que é de fato legítimo, visto que todo grupo bem estruturado inevitavelmente exerce influência e “espírito”uns nos outros.

Este parece ser um ponto pacífico, sendo assim a cobertura só poderia ser exercida por Deus e não pelo ministério que alguns chamam de Igreja, isso considerando que a Igreja é uma só, embora dividida e pouco uniforme, propagandeando unidade apenas no círculo de amizades em termos políticos. Se isso é verdadeiro, e é o que aparenta a realidade social, não lhe parece tolo creditar maldição ou perigo para o indivíduo supostamente desviado?

Alguns poderiam dizer: “Mas isso ocorre porque ele não recebe nossas orações ou intercessões.”

Okay, se resumirmos tal idéia de cobertura no contexto de orações e intercessões, não estamos errados diante do ponto imutável de nossa fé. Para algumas pessoas pode ser errado, mas não incoerente. Porém, novamente isso nada tem a ver com a instituição religiosa em termos místicos.

Se acharmos que tal ovelha é perdida, por que não orar por ela, “cobrindo-a”, caso este termo seja mais adequado, mesmo que não se vincule ao quesito influencia interpessoal?

Sendo esta a proposta da fé cristã, ja não serve de manipulação para líderes ciumentos e sim uma atitude de solidariedade, tanto para o que se encontra na instituição, como para quem está fora dela.

E se o de fora sofrer algum tipo de flagelo na vida?

Ocasionalmente suporíamos uma ação castigadora do ente divino, porém quem poderia lidar com a interpretação de todas as variáveis para concluir com certeza perene essa máxima? Também não é possível que sofram os que estão sob a tal cobertura?

Diante disso só posso concluir que a cobertura espiritual existe primeiro em termos de relações humanas, o que pode sim gerar uma mentalidade mais disciplinada no quesito religioso e não necessariamente melhor.  E segundo, existe numa perspectiva universal, onde houver dois ou três orando a Deus ali ele estará, ou até mesmo quando apenas um faz preces por seu próximo. Essa é a premissa bíblica e o que passar disso deixou de lado a singeleza, porquanto, abre espaço para todo tipo de invencionice. Obviamente não sou contra a proposta de irmandade, família, interdependência, amizades, tudo isso é legitimo, seja na instituição ou fora dela, claro mediante a espontaneidade, porém nem mesmo isso justifica o artifício, visto que o próprio artifício por sua vez sempre procura justificar outro artifício…

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Ao utilizarmos o termo unilateral, podemos de fato usá-lo de uma maneira positiva, como em teologia – a relação unilateral de Deus para com o indivíduo, porém, no campo da analise filosófica, ser unilateral o remete invariavelmente a um conjunto de idéias uniformes que não abrangem um contexto geral, ou mesmo o ignoram.

A própria qualidade individual e vocabular de algumas matérias já dificulta em si mesmo a interpretação da realidade. Por isso faz-se necessário uma visão holística, ou pelo menos a tentativa desta tal em se elaborar conceitos e analisar problemas.

Quando um indivíduo se propõe a entender determinado assunto de forma sincera e objetiva, porém unilateral ele incorre no erro que chamarei de constrangimento uniforme, visto que por honestidade o tal é constrangido a aceitar a variável do conceito, observado pela ótica da ciência particular que estuda. Um exemplo clássico disso se encontra na filosofia da mente. O monismo materialista em via do fisicalismo e diante dos elementos que possui, com honestidade ao seu fragmento intelectual acaba por concluir que a mente é subproduto da matéria e, portanto apenas um movimento periférico, uma mera aparência. No entanto se no bojo de análise crítica incluirmos fenômenos inicialmente não palatáveis a filosofia da mente, como: experiências supranaturais, conceitos da escolástica, evidências do miraculoso, história da teologia, estruturação da filosofia da ciência, etc, não provaremos da mesma univocidade. Até que ponto o monismo resistiria a uma objeção holística que abrange novos conceitos e experiências contradizentes? Ora, essa honestidade inicial, acaba por garantir uma burrice obstinada posterior, uma vez que se fecha para novas concepções que o faria reavaliar suas prerrogativas.

Se a consciência é algo a parte do cérebro no sentido de não depender dele para sobreviver, então ela está num território atemporal. Partindo do pressuposto deste dualismo de substancia mediante a observação do fenômeno denominado qualia (se refere a qualidade, a natureza de um determinado elemento. São experiências que só podem ser vivenciadas em primeira pessoa e jamais podem ser traduzidas de forma objetiva, por isso são tidas como inefáveis), logo podemos asseverar que existe aqui uma discrepância de tempo e espaço dimensional, porém isso não infere negativamente em que o cérebro não tenha um armazenamento próprio passível de desestruturação conforme lesões que acometem mapas cerebrais, muito bem catalogados em toda a história humana.

Neste caso a mente age pelo cérebro plástico no domínio do mesmo e o cérebro plástico age pela mente no domínio dela mesma, ou seja, experiências EQMs teriam, portanto grande validade partindo do princípio de que os agentes que formam o ser psicossomático estão estruturados em ambientes diferentes, porém paralelos.

Essa, confesso, não parece ser a interpretação mais simples, porém ela de certa forma explicaria a fenomenologia de pessoas cegas ou que não tiveram nenhuma expressão cerebral, comprovando sua inatividade em tomografias e mesmo assim vivenciando a Experiência de quase morte, ou em outros casos de intuições e premonições diversas. Logo, concluo que a validade da lesão cerebral que destrói um mapa específico de conexões neuronais, privando o indivíduo da própria normalidade não entra em contradição com a mente que se expressa de maneira singular, conforme a significação da experiência dos Qualia. Indivíduos que tiveram derrame, por exemplo, se submetidos a treinamentos específicos, de técnicas neurológicas como a do “use ou perca”, conseguem formar novos mapas cerebrais em outras áreas ainda vivas, indicando que a premissa localizacionista dos mecanismos de interação cérebro – corpo não são fixos. Isso denota tanto a plasticidade na vida adulta, quanto o poder volitivo da pessoa que se submete a essa restauração.

Pretendo estudar melhor concepções como as de Leibniz e de David Chalmers para ver até onde isso se encaixam na fenomenologia atual, já desconsiderando as premissas de Descartes (fantasma na maquina) e Spinoza (monismo panteísta), que a meu ver extrapolam a possibilidade do real, e de expressões materialistas e fisicalistas, pelo menos inicialmente, visto que desconsideram fenômenos que são uma clara objeção as suas premissas.

Vídeo 1:

Veja a história de Vicky, uma mulher cega que teve uma experiência inusitada, e por favor considere que esta não é uma experiência forjada, como a própria projeciologia se propõe a fazer:

Vídeo 2:

Pam Reynolds é um caso extraordinário a meu ver, pois trata-se de morte clínica programada seguida de total inatividade cerebral, veja você mesmo no documentário abaixo:

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Antes de mais nada, abaixo disponibilizei três vídeos para acalorar o debate:

Caros amigos esqueçam um pouco  Silas Malafaia e Jean willis, pelo amor de Deus, esses caras são 2 lados diferentes de uma mesma moeda. Não se avalia um debate destes pela insígnia partidária e não preciso nem dizer q preconceito e polidez também não rolam. A burrice nossa de cada dia é tão dantesca q só consigo embrulhar meu estômago com toda essa retórica e técnicas de persuasão facciosa.

Ninguém quer saber sua opinião se vc não sabe sequer avaliar o assunto em todos os aspectos q o envolvem, ou seja, a questão singular, puramente subjetiva e a questão genética, social e porque não metafísica. O Homossexualismo no viés ideológico é sim danoso, assim como foi danoso o racionalismo iluminista da velha revolução francesa, o positivismo lógico destas bestas técnicas do mecanicismo, o zelo radical islâmico da jihad, o socialismo messiânico dos mundos melhores, a ditadura militar direitista e claro o puritanismo cristão idealista e santarrão… Toda essa visão unilateral só serve para prorrogar a burrice.

Aliás, está rolando um vídeo na internet, de um aluno geneticista que contrapõe o senhor Malafaia, coisa esta não tão difícil considerando seu discurso da sopa de letrinhas bíblicas. Embora este estudante tenha claramente contornos materialistas em seu discurso que se por um lado é bom, visto que relativiza por necessidade a condenação moral do idealismo “santoperfeccionista”, por outro é irritante, contraditório e arrogante… Digo a respeito do discurso e não do autor do vídeo é óbvio.

Ora, ora meus amigos convenhamos, eu não preciso ser um gênio para concluir, por exemplo, q um cachorro tem sentimentos e um certo tipo de consciência que o valida como criatura e, portanto, torna-o valorizado. Assim também não precisamos, a não ser em caráter comprobatório, de testes empíricos que provem a ação de ordem fisiológica nos indivíduos homoafetivos… É fácil observar que este fenômeno advém de inúmeras intervenções na estrutura psíquica, existem questões de cunho ambiental, traumático, talvez genético, impressões herdadas ou adquiridas na tenra infância, escolhas morais, influências e desejo pelo proibido, etc. São variáveis que podem transformar e modificar comportamentos que muitas vezes estão sobrepostos e mesclados entre si.

Aqui a propaganda, introduzida mediante os elementos ficcionais da mídia em geral, é uma manipulação dos sentidos humanos, independente de favorecerem ou não o Homossexualismo, o que na verdade não passa da velha técnica do romantismo acadêmico.

Por isso a propaganda Gay é danosa! Ela se vincula a uma espécie de transvaloração cultural e isso não em defesa do ser humano sujeito aos preconceitos efetivamente criminosos, mas a política da anti-ofensa, do politicamente correto, onde toda vírgula pode ser interpretada de maneira ambígüa.

Isso é o moralismo do avesso. Lembram-se, quando disse que são dois lados de uma mesma moeda? Pois é isto. O gayzismo se transformou num moralismo que defende os fracos, onde seu grande perseguidor, pelo menos no Brasil e nos EUA, é ironicamente a Igreja cristã, seja católica ou evangélica. Por mais estranho que isso possa parecer estes são os imorais na visão da transvalorização imposta de maneira lenta e controversa. E claro, na tradição conservadora é o contrário.

Afirmo que a defesa partidária seja contra ou a favor do indivíduo homossexual (que diga-se de passagem se difere em inúmeros aspectos do orgulho dos agentes propagandistas) é ignorância, é burrice, é fermento de fariseus, é radicalismo imbecil!!!

Okay, mas e agora? Ficaremos aqui em cima do muro e pisando em ovos?

Nãããããao mesmo, a questão é avaliar a ambição política desses gays ridículos que querem definir a estrutura familiar conforme a sua sensualização. E também avaliar os religiosos cagadores de regras morais que querem incutir no mecanismo da repressão psíquica a idéia de que os tais irão queimar eternamente no fogo do inferno.

Em termos sociais o orgulho gay, em minha miserável opinião é patético, egoísta e precipitado. Porém eu não posso ignorar o conflito que tais pessoas enfrentam em suas vidas sexuais, agora isso não significa elevar um problema de cunho subjetivo ao nível social e quiçá metafísica para justificar suas práticas, isso seria o mesmo que cair na condenação de Paulo de Tarso em Romanos capítulo 1, que conforme a interpretação do reverendo Caio fábio, estaria a condenar os de livre índole perversa e não as mentes relativizadas e contraditórias que se negam a lutar por causas que nem mesmo entendem. A defesa do homossexual é a defesa do indivíduo a contraposição disto a luz da ciência atual e dos elementos sociais que possuímos só deve ser voltada aos grupos que demonstram intenções facciosas e não as pessoas que estão em constante conflito… Bem, è isso, não quero incorrer no erro da neutralidade superior, é claro q os dois lados tem aspectos positivos e essa é apenas uma tentativa de imparcialidade… Vejam este vídeo do Olavo, pra mim é até o momento o melhor a respeito deste tema:

Video 2:

Video 3:

As definições de niilismo aqui utilizadas, são interpretações do francês Gilles Deleuze a respeito da obra nietzschiana. Temos, portanto o niilismo negativo atribuído a negação da vida presente, o niilismo reativo que é de certa forma uma reação a negação primária, esta que vincula-se a crença do Deus provedor que nunca chega. Porém essa atitude em matar a Deus, faz com que o positivismo (cientificismo) tome o lugar da divindade, gerando um outro tipo de negação agora pelo futuro terrestre concebido na razão emancipada, onde seríamos felizes pelo endeusamento do homem via Conhecimento como o é na “metáfora” do gênesis onde a felicidade prometida pela serpente vincula-se ao fruto proibido da ciência do bem e do mal.

Assim o que se revolta pratica as mesmas obras do alvo de suas críticas.

O Niilista passivo é, portanto a reação a volta da negação da vida agora partindo dos futuristas e tecnocratas. Por fim temos o niilista ativo que afirma a vida como ela é, aceita, não tira e nem acrescenta.

Resposta a Crítica Nietzschiana:

Toda essa teoria é validada pela seguinte premissa: “Deus não existe”, que é bem diferente de dizer: “Deus está morto.” Nietzsche oculta a preposição inicial e dificulta a retórica do lado oposto.

Deus existe? Considere sim para então acompanhar meu raciocínio:

Aqui nós lidamos com o problema da perfeição de Deus e a imperfeição humana. Para demonstrar o mínimo de realismo a minha vida diante da realidade inexorável da existência divina, eu devo reconhecer minha miserabilidade antes de conhecer minha potência. Não que esteja negando a vida, só estou lidando com um novo elemento de seu contexto…

Sou miserável, pobre, cego e nu. Posso ser feliz assim, dando-me conta dessa potência fora de mim? Óbvio que sim, não porque exalto a esfera dos fracos, mas porque admito q todos são pó diante da existência, logo o psicologismo da força e da fraqueza são atribuições momentâneas aos mesmos indivíduos, posto que tal dualismo não se sustenta por convenções, mas por personalidades em ocasiões oportunas.

Mas essa ética cristã não é utópica?

Sim em termos, a ética em ultima instância só é utópica para nós humanos, não para Deus em si mesmo.

Assim ao passo que Cristo não nega a ética no parâmetro mais profundo advindo da emanação eterna, ele reconhece a miserabilidade humana com sua incapacidade em segui-la. Paulo também diz que a Lei é boa, mas não o homem sujeito ao pecado.

Ora, Cristo não nega nem a Deus e nem ao homem. Por isso ele é como nos dizem os evangelhos “filho do homem” e “filho de Deus”. Ele desce do céu como homem para cumprir a ética no seu contexto mais puro de justiça pela avaliação de todas as variáveis como sendo Deus. Para o judeu isso é idolatria, porém eles não se deram conta da aplicação filosófica aqui.  Observamos nos evangelhos que em Jesus vale mais a oração de quem bate no peito e diz que é pecador do que aquele que se proclama justo diante da divindade. Para quem veio instituir a graça divina tal atitude era absurda, por isso sua revolta com este tipo de hipocrisia.

No seu entendimento ético com base em Deus, quem quiser se aflorar em vaidade religiosa deve cortar seus membros contaminados, seja mãos, pés ou olhos, em resposta a perfeição da justiça, deve deixar tudo por amor a Deus, não deve apenas morrer por Deus, mas se devotar para Deus, dentro do próprio plano de vida assim como ele mesmo fez, esse é um ideal para demonstrar nossa própria incapacidade. Diante disso nós simplesmente reconhecemos o que somos, apenas humanos,  mortais, falhos, envergonhados diante da perfeição, andando em sinceridade conforme aquilo que alcançamos e não se alvoroçando em epifanias celestiais onde o centro da piedade e da santidade somos nós mesmos..

Portanto não peça para Cristo negar a condição de Deus, e não pense também que ele negará a condição do homem, são duas condições distintas, mas reais.

Ele segundo os evangelhos é o elo de ligação outrora impossível. Por isso seu ensino deixa uma clara diferença entre hipocrisia e miserabilidade.

Já Nietzsche age como um promotor e diz (parafraseado):

“Ninguém ama a Deus de fato, pois nós o matamos, visto que era desnecessário.”

Deveras desconsidera a impossibilidade do homem em ser bom para Deus, ja que o próprio filho de Deus que tinha a lei eterna em seu coração dizia:

“Bom é Deus, não o homem.”

O coração do homem é inconstante, não que eu use isso como desculpa para pecar contra o senso judaico da Torah, mas aceito a gratuidade da salvação e isso basta a um gentio, para então viver a vida sem o cisma infernal da culpa e separação eterna do sentido da vida.

Fazendo a leitura de Cristo no parâmetro nietzschiano é fácil chegar a conclusão de que o carpinteiro é em parte como o Idiota do livro de Dostoiévski, o que de fato não é de forma alguma uma ofensa.  Dito isto, tentando ser generoso com Nietzsche, a lógica de Jesus não estaria errada uma vez que seu reino de fato exista, embora para o alemão ele só existisse no coração do carpinteiro e não de forma futurista e palpável. Mas sendo Deus real, a postura de Cristo na vida é a total expressão da autenticidade e liberdade humana aprisionada no paradoxo de dois mundo, o perfeito e o imperfeito.  Deus é o sentido, negar o sentido é  a verdadeira negação da vida e se negar a vida no viés de não negar o sentido que é por assim dizer a verdadeira vida, então Jesus realmente diz: “Faça-o”. Afinal ele afirma de si mesmo como sendo o Caminho, a Verdade e a Vida.  Ora, se ele é a vida então como pode negá-la? Ele nunca nega o verdadeiro, só prioriza em total espontaneidade.

A negação está, portanto vinculada a falta de autenticidade e ao pecado no parâmetro universal e não nas benesses que Deus mesmo criou. Essa é a ética da guerra, do “sim ou não”, “o que passar disso é maligno”, “do desembaraçar-se da vida”, “do cultivar a fé em vigilância”, “orar todo o tempo e lutar contra Satan e as paixões infames”, enfim, diferente da ética da paz que agradece todo o tempo, que descansa e tem sua força na alegria. Ambas pertencem a existência e no final o que vale é discernir o momento, pois como disse Salomão, tudo neste mundo tem o seu tempo e cada coisa tem a sua ocasião. Tempo de prazer, tempo de dor, tempo de guerra, tempo de paz, tempo de descanso, tempo de trabalho, enfim, quando falamos de Deus e da vida jamais podemos resumi-los a uma ação negativa vinculada ao ascetismo, ainda mais diante da natureza humana inconstante e relativa e da vida exuberante, agridoce e pulsante. Cristianismo não é gnosticismo, aliás suspeito que Nietzsche não considerasse ou mesmo conhecesse tal diferença.

O Problema de Deus:

Qual será a reação do auto proclamado niilista reativo no ultimo instante de vida? Ele irá  rasgar as vestes, arreganhar o peito e dançar diante do caos da existência? Ora, nesse ultimo instante é que percebemos que tais coisas não tinham sentido algum, e que a criação de um sentido só tem efeito psicológico e não objetivo. No entanto é importante notar que para Nietzsche, grande precursor do niilismo ativo e afirmador da vida, uma vez reconhecida a realidade inexorável do dissentido existencial é necessário evitar a tendência inóspita do ressentimento. Posto que aquele que se paralisa diante do despropósito é por assim dizer um covarde, porquanto tal contingência exigiria de nós outra atitude, a de desassombro para com a vida.

A vida é o que é e eu sou o que sou e neste conflito estou de peito aberto para me lançar sobre ela.

De fato não poderia discordar de Nietzsche nesse quesito caso me associasse a sua premissa que avalia o estado psicológico do ocidente como uma evidência da morte de Deus. Certamente esta declaração nietzschiana não parte primariamente da arrogância do filosofo, antes vincula-se a sua certeza diante dos resultados da sociedade em geral que troca a provisão divina pela capacitação mediada pela razão emancipada. Mas no momento em que encerramos certezas desse nível obviamente nossas conclusões terão caminhos inesperados. Será que podemos descartar toda ação propriamente divina pelo simples fato de achar que isso constituiria um conflito para com as ciências naturais? Bem, devo dizer que embora a dialética socrática tenha sido quase que descartada pelo filosofo alemão, ela seria bem vinda neste momento.

Parece-me mais do que óbvio que uma coisa não anula a outra. Se a razão humana propicia a vitória sobre as pestes e dá recursos infindáveis a humanidade, isso só comprova que o pensamento medieval estava errado em algum aspecto e não que a existência do ente divino seja falsa.

A constituição teocrática nos moldes eclesiáticos seria, portanto, falha também para Deus, digo isso não porque acredite em alguma teocracia que tenha o homem como agente de sua manutenção, mas sim que a ação humana diante da revelação divina estava errada. Logo, somente Deus poderia propiciar a teocracia, como o foi no monte Sinai, no entanto diante da inconstância humana, mesmo os prodígios visíveis e miraculosos não puderam manter o bom relacionamento do perfeito para com o imperfeito. Assim sendo, até a teocracia de Moisés e os juízes de lsrael falharam em alguns momentos, talvez pelo nível de rigidez humana ou mesmo pela desconsideração dos valores divinos, de sorte que embora a ação da perfeição seja correta, foi inconveniente na medida da perspectiva humana. Deus errou? Ora, não vamos aqui exagerar no antropomorfismo, posto que a razão mediada pela revelação conclua que o Deus de Israel assiste a história e não pode ser confundido com a humanidade dos deuses das nações pagãs. Sendo, portanto a ação do Eterno verossímil isso implica que este atue na história disponibilizando o conhecimento no tempo oportuno, afinal devemos lembrar que nós somos seres do tempo e Ele não, logo todo o conteúdo humano sofre sua intervenção ainda que neste ínterim manifestem-se tanto a compreensão falsa como a verdadeira. Dito isto, fica fácil entender que a distancia de Deus, partindo de um ponto de vista judaico-cristão propicia a emancipação do homem.

O problema é que essa emancipação se finda no niilismo, no despropósito e no dessignificado.

O agente eterno inevitavelmente é o Sentido da vida consciente e não é a toa que alguns filósofos para evitar o problema de Deus resolveram descartá-lo, fomentando de forma sincronizada sua compreensão do mundo.

A simplicidade do argumento não desfavorece sua veracidade, a premissa define a razão da cadeia de raciocínios. Pondo em xeque a interpretação psicológica da história.

Jesus é, portanto a melhor resposta para esse conflito do perfeito contra o imperfeito, como Davi dizia: “Ele sabe que somos pó”. Ai de nós se fôssemos julgados pelas nossas obras, porque elas são, conforme Isaías trapo de imundície perante o Eterno. A miserabilidade embora possa ser confundida com a moral dos fracos é por assim dizer o caminho para herdar o Reino de Deus, não em via do ressentimento, do pensamento uniforme e da moral de rebanho, mas do reconhecimento de si mesmo perante o mundo. Seja fraco, seja forte somos pó e não devemos andar invejando-nos uns aos outros esperando por um Reino que já está entre nós.

Fiz um vídeo falando do assunto, avaliem e façam seus comentários:

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O niilismo está entre nós, ele é a expressão de um mundo cego, engolido por sua prepotência, caído em ignorância. As trevas estão instigando a luz vespertina e o desalento que cerca a alma desfalecida organiza os exércitos de ataque e defesa, mas a matança não impede a canção dos pássaros, entoada no dia da tragédia.

Todos estão olhando para dentro contemplando o lado de fora, esperando imprimir a mensagem para então recusá-la.

Mas a vida não é nada e o niilismo não traz mensagem alguma. Estamos vazios, engolidos pela nossa própria fome, fragmentados e depois diluídos. O corpo tenta resistir, enquanto perambula pela vida sem a alma… Eu sou tudo, mas não sou nada, apenas uma questão de perspectiva e tempo… Eu sou o outro, eu sou eu mesmo, todos iguais e todos diferentes… A Força das forças perturba minha condição. Então eu me pergunto se estou entregue a moral dos fracos ou a grandeza dos campeões.

Mas os rumores de um outro mundo gritam silenciosamente em meus ouvidos, me fazendo sentir a brisa suave q leva a mensagem do lugar onde o Eterno se esconde, dizendo q hei de escapar deste continuo devir.

No vazio não há nada e o nada é absoluto, lugar onde nem a escuridão nem a luz são alguma coisa. Ali meu corpo é feito de cera, ele derrete e se reconstrói eternamente esperando a transmutação de sua composição. Ms ele só precisa de um coração de carne, precisa sangrar, precisa sentir, seja o medo seja a paz, seja a guerra ou a sede, ele precisa pulsar a alegria do hoje e do agora, no dia que ainda não foi consumido pela noite, posto que o hoje também é o amanhã e será a eternidade.

Se minha consciência habita no nada, ela mesma se difere do nada e encontra repouso no tudo, lugar de sua expressão, lá onde deflagrou o mistério tremendo… Oh céus, vida e existência, não deixem que no sacrifício do corpo eles arranquem meu coração.